quarta-feira, 7 de junho de 2017

Ricardo Murad dorme em local secreto temendo nova ação da PF com possível delação de Aragão



PF na porta de Murad, que foi levado para depor, em novembro de 2015…
Desde a prisão do líder do Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (IDAC), Antônio Aragão, que também é atual presidente do PSDC no Maranhão, o ex-secretário de Saúde do Estado, Ricardo Murad, não tem dormindo em paz, melhor, evita dormir na sua mansão no bairro do Olho d’água, em São Luís.
De acordo com fontes do blog com grande trâmite entre os Murad, o ex-deputado dorme em local secreto, que nem mesmo familiares sabem o endereço.
Ricardo teme uma possível delação premiada de Aragão. O peemedebista sabe que se o dono do IDAC decidir falar a situação dele piora. 
Aragão foi um dos principais membros da organização criminosa sob a liderança de Murad, que segundo a Polícia Federal, desviou mais de R$ 2 bilhão em recursos públicos federais do Fundo Nacional de Saúde destinados ao Sistema de Saúde do Estado do Maranhão.
Assim que teve conhecimento da prisão de seu aliado, o pai da deputada Andrea Murad (PMDB) entrou em pavor, e tem receio da repetição do que aconteceu na manhã do dia 17 de novembro de 2015, quando a Polícia Federal invadiu a sua residência com mandados de buscas e apreensão, realizando um verdeiro “pente fino” (LEMBRE), começava então a Operação Sermão aos Peixes.
– Esquema 
Justiça negou ontem HC em favor de Aragão, que continua preso em Pedrinhas
Nas investigações, o MPF e a PF descobriram que ‘Aragão&Murad’, se utilizaram do modelo de “terceirização” da gestão da rede de saúde pública estadual, através da atividade para entes privados – Organização Social (OS) e Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), e, assim, fugir dos controles da lei de licitação. Contudo, essa flexibilização significou uma burla às regras da lei de licitação e facilitou o desvio de verba pública federal, com fim específico de enriquecimento ilícito dos envolvidos.
Com esse modelo de gestão, foi possível empregar pessoas sem concurso público e contratar empresas sem licitação. Além da IDAC, também participaram do esquema, de igual modo, a Bem Viver e ICN, todas as entidades alvos da etapas anteriores da Operação Sermão aos Peixes.
 
Domingos Costa

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