17 agosto, 2026

Flávio Dino determina o afastamento de Daniel Brandão da presidência do TCE-MA

Flávio Dino determina o afastamento de Daniel Brandão da presidência do TCE-MA
Crédito: Arquivo/Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (17), em São Luís, o afastamento cautelar de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) por 180 dias.

Durante o período, Daniel Brandão ficará impedido de acessar sistemas internos e dependências do TCE-MA, participar de eventos públicos ou privados em razão do cargo e utilizar bens e serviços do tribunal, como veículos, funcionários, celulares e passagens aéreas.

A decisão estabelece que caberá ao próprio TCE-MA definir o substituto de Daniel Brandão na presidência, conforme as regras previstas no regimento interno da Corte.

Apesar de determinar a publicação da decisão sobre o afastamento, Flávio Dino manteve sob sigilo o conteúdo integral dos processos conexos.

Segundo o ministro, o sigilo foi mantido devido à existência de pedidos urgentes e diligências ainda em andamento.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) será comunicada sobre a medida.

16 agosto, 2026

Hildo Rocha é homenageado durante Conexão Sorgo por atuação em defesa daquela cultura agrícola

Deputado recebeu placa de reconhecimento durante evento em Imperatriz; atuação parlamentar em favor do sorgo foi destacada por representantes do setor

Hildo Rocha (MDB-MA) foi homenageado durante o Conexão Sorgo, realizado em Imperatriz, no Maranhão, em reconhecimento à sua atuação em defesa da cultura do sorgo e à iniciativa de ampliar a visibilidade e a importância dessa cadeia produtiva no cenário nacional. A homenagem é um reconhecimento ao trabalho realizado por Hildo Rocha, na Câmara dos Deputados em favor do desenvolvimento da cultura do sorgo.

A diretora da CropLife Brasil, Catarina Pires, destacou a participação do deputado no evento e sua contribuição para colocar o sorgo no centro do debate sobre o futuro da agricultura e da matriz energética brasileira.


“Contamos aqui com a presença de Hildo Rocha, que veio prestigiar o evento e também tem nos ajudado a colocar o holofote sobre essa cultura tão importante para o nosso país”, declarou.

Reconhecimento à atuação parlamentar

A homenagem está diretamente relacionada à atuação de Hildo Rocha no Congresso Nacional em defesa do fortalecimento da cadeia produtiva do sorgo. O deputado foi relator de projeto que busca ampliar a divulgação, o fortalecimento e a valorização da cultura do Sorgo no Brasil.

Ao falar sobre sua participação nessa agenda, Hildo Rocha destacou que a criação de uma data nacional representa uma oportunidade permanente para promover o conhecimento sobre o sorgo e estimular o desenvolvimento da atividade.

“Fui o relator de um projeto de lei que valoriza e potencializa a produção de Sorgo no Brasil. Isso faz com que o sorgo tenha, a cada ano, um momento de divulgação das novas tecnologias desenvolvidas nesse setor do agro, um momento de desenvolvimento e fortalecimento dessa cultura agrícola”, afirmou.

O reconhecimento recebido em Imperatriz ganha dimensão política justamente por aproximar a atuação legislativa do parlamentar das demandas de um setor que busca ampliar sua participação na economia brasileira.

Sorgo como nova fronteira do agronegócio

Durante sua participação no Conexão Sorgo, Hildo Rocha defendeu a expansão da cultura no Maranhão e destacou suas múltiplas possibilidades de utilização.

Segundo o deputado, o sorgo possui importância estratégica tanto para a produção de alimentos quanto para a para a produção de bioenergia.


“A cultura do sorgo hoje é fundamental para o agronegócio brasileiro, tendo em vista que ele ocupa um espaço fundamental para a produção de alimentos, principalmente para o consumo humano, consumo animal e também para a geração de energia”,

O parlamentar chamou atenção ainda para o crescimento da produção de etanol a partir de matérias-primas como milho e sorgo, setor que vem ganhando espaço no Maranhão.

“O Maranhão já é o maior produtor de etanol do Norte e Nordeste brasileiro. Até o ano de 2023 ocupava a sétima colocação, hoje está na primeira colocação, muito graças a instalação de uma enorme planta industrial na cidade de Balsas que processa o milho e o Sorgo para transformá-los em etanol e outros produtos”, destacou.

Na avaliação de Hildo Rocha, esse cenário representa uma oportunidade para o agronegócio maranhense diversificar sua produção e atender à crescente demanda da indústria de biocombustíveis.

Resistência à seca é vantagem para o maranhão

Outro aspecto destacado pelo deputado foi a resistência do sorgo às condições de estiagem. Para ele, essa característica torna a cultura especialmente adequada a áreas do Maranhão sujeitas a períodos de menor disponibilidade hídrica.

“O sorgo é uma planta muito resistente, muito forte. Nós sabemos que ela resiste à seca e, quando não tem água, ela para o seu crescimento, mas não morre”, explicou.

Segundo Hildo Rocha, quando as chuvas retornam, a planta retoma seu desenvolvimento sem precisar reiniciar todo o ciclo.

“Ela continua viva quando volta a chover; ela não volta do zero, continua a crescer”, ressaltou.

Rocha também chamou atenção para o desenvolvimento de variedades adaptadas às diferentes características do território maranhense, resultado de pesquisas realizadas por instituições como a Embrapa.

Na sua avaliação, o Estado possui condições para ampliar significativamente a área destinada à cultura.

“Hoje existe um campo muito vasto para a produção do sorgo no Maranhão, porque ele é altamente rentável”, afirmou.

Uma aposta política no futuro

A homenagem recebida por Hildo Rocha em Imperatriz também reforça uma posição política que ele defende: a necessidade de o Maranhão aproveitar suas condições naturais, sua capacidade agrícola e a expansão da indústria de biocombustíveis para criar novas oportunidades de desenvolvimento.

O deputado fez uma projeção ousada sobre o futuro da cultura do sorgo no Estado.

“Daqui a dez anos, sem dúvida nenhuma, um terço do território maranhense vai ser ocupado por sorgo. Não tenho dúvida em relação a isso”, declarou.

Para Hildo Rocha, a expansão do sorgo pode representar mais do que uma alternativa agrícola. Trata-se de uma cadeia capaz de conectar produção rural, indústria, energia, geração de empregos e agregação de valor dentro do próprio Estado.

Homenagem simboliza reconhecimento do setor


A entrega da placa durante o Conexão Sorgo simbolizou, portanto, o reconhecimento à atuação do parlamentar em uma agenda que ainda busca conquistar espaço entre produtores e agentes do agronegócio.

O próprio Hildo Rocha reconheceu que o sorgo ainda é uma cultura pouco conhecida por parte dos produtores e defendeu a ampliação das ações de divulgação.

“A cultura do sorgo, que é uma cultura nova para nós, porque começou a se desenvolver no Brasil com mais intensidade no final da década de 80 e vem se fortalecendo no Maranhão, é uma novidade. Tem muitos produtores que ainda não conhecem o sorgo e seu potencial”, afirmou.

Foi justamente para ampliar esse conhecimento e aproximar produtores, empresas e instituições que o Conexão Sorgo reuniu representantes do setor em Imperatriz.

A homenagem ao deputado, nesse contexto, não foi apenas um gesto protocolar. A placa entregue a Hildo Rocha representa o reconhecimento público de sua atuação política em favor de uma cultura que ele aposta que poderá se transformar em uma das novas forças do agronegócio maranhense.

15 agosto, 2026

NO MARANHÃO! Investigado por desviar R$ 5 milhões do INSS, Edson Araújo tenta reeleição como deputado estadual


Investigado por desviar R$ 5 milhões do INSS, o deputado estadual licenciado do Maranhão, Edson Araújo, lançou a sua candidatura à reeleição.

O projeto foi duramente criticado pelo deputado federal Duarte Júnior (Avante), pois Araújo utiliza tornozeleira eletrônica por determinação de ordem judicial. O filho do parlamentar também tenta uma vaga na Câmara Federal.

“Isso só pode ser brincadeira. Edson Araújo vai ser candidato a deputado estadual. Sim, Edson Araújo, aquele mesmo que tá usando tornozeleira. E não é só isso: também o filho, candidato a deputado federal”, declarou.

O deputado questionou ainda a diferença entre o patrimônio declarado por Edson Araújo à Justiça Eleitoral e os valores que teriam sido identificados durante as investigações. De acordo com Duarte, embora tenha declarado patrimônio de R$ 262 mil, Araújo teria movimentado valores milionários entre 2023 e 2025 — sendo R$ 112 milhões apenas em 2024.

GRAJAÚ EM CHAMAS!!! Assessora de confiança tramava nos bastidores contra os comandos de Gilson Guerreiro

Assessora de comunicação estaria articulando seu próprio candidato a presidencia da camara e candidatos a deputados, sem anuência de Guerreiro. 
O fim de semana promete ser daqueles em que os telefones não param de tocar e as conversas mais importantes acontecem longe dos gabinetes. Nos bastidores da gestão Gilson Guerreiro, o ambiente parece cada vez mais carregado, e a possível saída da secretária de Comunicação, Carla Franco, já deixou de ser tratada apenas como especulação por quem acompanha de perto a movimentação política do município.

Se a queda realmente se confirmar, dificilmente será apenas uma troca de secretária. Há sinais de que existe uma história muito maior por trás da possível mudança. E, como quase sempre acontece na política, a versão que chega costuma ser apenas a ponta do iceberg.

Pelas conversas que circulam nos bastidores, a relação entre Gilson e sua assessora teria chegado a um ponto de desgaste difícil de esconder. O prefeito, que durante determinado período pareceu comprar algumas das teses e desconfianças que lhe eram apresentadas, acabou entrando em uma espécie de labirinto político: quanto mais tentava se proteger de supostos adversários, mais portas parecia fechar.

E talvez esteja justamente aí o maior erro de um político em início de trajetória: confundir lealdade com concordância absoluta e aconselhamento com comando.

Gilson teria dado espaço demais a uma assessoria que, segundo pessoas próximas ao ambiente político, passou a exercer um controle muito maior. Um dos motivos teria sido a escolha do próximo presidente da câmara em uma articulação contrária a de Guerreiro, e ainda acordos com candidatos a deputados sem a sua anuência.

Há uma crise de confiança em curso.

E quando a confiança desaparece dentro de um governo, o problema deixa de ser quem fica ou quem sai. A pergunta passa a ser: quem estava realmente tomando as decisões?

É aí que a história fica mais interessante.

Gilson pode ter descoberto tarde demais que algumas das batalhas que comprou talvez não fossem exatamente suas. Pode ter enfrentado adversários que não precisava enfrentar, alimentado conflitos que poderiam ter sido evitados e tomado decisões sob influência de uma leitura política que hoje começa a ser questionada.

Se isso for confirmado, a possível saída de Carla Franco será apenas o primeiro movimento de uma rearrumação maior.

E há outro detalhe que chama atenção: nos bastidores, a primeira-dama já estaria inclinada pela mudança. Se essa informação se confirmar, o cenário ganha outro peso. Porque quando uma crise chega ao ponto de envolver não apenas a equipe política, mas também o núcleo familiar do prefeito, dificilmente se trata de um simples ajuste administrativo.

A pergunta agora não é mais apenas se Carla Franco deixará o cargo.

A pergunta é até onde Gilson Guerreiro está disposto a ir para recuperar o controle político da própria administração.

O jogo, ao que tudo indica, virou.

Resta saber quem ainda está jogando, e quem já percebeu que a partida mudou de dono.

Via Holden Arruda

14 agosto, 2026

Hildo Rocha: onde o trabalho deixa marcas, o povo não esquece

Há uma diferença considerável entre aparecer em uma comunidade durante uma campanha eleitoral e ser lembrado nela por aquilo que foi realizado ao longo de um mandato. A primeira situação produz fotografia. A segunda produz memória. A recente passagem do deputado federal Hildo Rocha por comunidades rurais de Barra do Corda oferece um exemplo interessante dessa diferença.

Em Campo São Francisco, Boa Sorte, Ipiranga e Barro Branco, o parlamentar foi recebido por moradores e lideranças locais. Em comum, um detalhe chamou atenção: em vez de apenas ouvir pedidos e receber cumprimentos, Hildo Rocha ouviu pessoas falando sobre ações que, segundo elas, já fazem parte da realidade dessas comunidades. Esse tipo de reconhecimento tem um peso político que não deve ser subestimado.

Boas lembranças

No povoado Ipiranga, a conhecida líder comunitária Nega do Ipiranga fez questão de lembrar a trajetória do deputado na localidade. Seu relato não foi construído em torno de promessas, mas de lembranças.

Ela contou que, anos atrás, quando surgiu a notícia de que Hildo Rocha iria ao Ipiranga, houve até quem duvidasse. Afinal, como ela própria recordou, não era comum um deputado federal aparecer por ali, principalmente em anos que não tem eleição. Hildo apareceu. E, na avaliação de Nega, a visita não terminou quando o parlamentar deixou a comunidade. Vieram depois ações que ela fez questão de enumerar: o calçamento da Rua Grande; a chegada da telefonia móvel, iniciativa que beneficia outros povoados da região; uma casa de farinha; equipamentos e, posteriormente, o tão sonhado asfalto.

É aí que a política começa a ficar interessante. Porque existe uma diferença entre dizer que se trabalha por uma comunidade e conseguir apontar aquilo que efetivamente mudou nela.

Nega poderia ter feito um discurso genérico. Poderia ter falado apenas de amizade, simpatia ou gratidão. Preferiu fazer outra coisa: apresentou uma espécie de inventário das realizações de Hildo Rocha no Ipiranga.

Sonho adiado, saúde prejudicada

A População do Ipiranga já poderia estar comemorando outra grande conquista que é a água tratada dentro de casa. Hoje a água fornecida pela prefeitura de Barra do Corda é captada do Rio Mearim e entregue nas casas sem o tratamento adequado de purificação da água, ocasionando várias doenças nos moradores da comunidade. Hildo Rocha destinou cinco milhões de reais para a prefeitura de Barra do Corda construir uma estação de tratamento de água; nova adutora; reservatório de água e nova rede de distribuição de água. Esses recursos foram liberados pelo Ministério das Cidades desde o ano de 2023 ao município de Barra do Corda. Entretanto, o prefeito Rigo Teles ainda não quis construir a obra.

Em política, memória também é patrimônio

Quem vive em uma comunidade rural sabe perfeitamente a diferença entre uma promessa e uma obra. Sabe distinguir o político que aparece para pedir apoio daquele que volta para prestar contas. Sabe quem chegou apenas com discurso e quem conseguiu abrir portas em Brasília para transformar reivindicações locais em investimentos.

Por isso, uma frase pronunciada por Nega merece ser destacada: “um verdadeiro líder não é aquele que deixa marca por onde passa. Ele nunca será esquecido.”

A frase talvez seja mais reveladora do que qualquer discurso preparado por assessoria. Porque uma liderança comunitária não fala apenas para uma plateia. Fala a partir da própria experiência. E, quando essa experiência está associada a obras, serviços e melhorias visíveis, a avaliação política ganha outra dimensão.

O episódio também ajuda a compreender uma realidade frequentemente esquecida pelas disputas eleitorais: Barra do Corda não termina onde acaba o perímetro urbano. Existe uma extensa zona rural, formada por comunidades que convivem diariamente com problemas de infraestrutura, mobilidade, abastecimento, comunicação e acesso a serviços públicos.

Nesses lugares, conquistas aparentemente pequenas podem ter um significado enorme. Um quilômetro de asfalto pode representar anos de espera. Uma rede de telefonia pode mudar a relação de uma comunidade com o restante do município. Um equipamento pode significar renda e autonomia para dezenas de famílias. Um calçamento pode parecer uma obra simples para quem olha de fora, mas representa uma transformação completa para quem enfrenta lama no inverno e poeira no verão.

É justamente por isso que o reconhecimento de Nega do Ipiranga merece ser observado com atenção. Ela não estava falando de um parlamentar que conhece o Ipiranga apenas pelo mapa. Estava falando de alguém que, segundo seu relato, esteve lá por várias vezes, ouviu as demandas e deixou resultados que a comunidade consegue identificar.

E essa talvez seja uma das diferenças mais importantes entre política de ocasião e atuação política permanente. Na política de ocasião, o eleitor é lembrado quando chega a eleição. Na política baseada em trabalho, o eleitor se lembra do político mesmo quando não há eleição.

A recente passagem de Hildo Rocha pelas comunidades rurais de Barra do Corda parece ter produzido justamente esse segundo efeito. Em diferentes localidades, lideranças fizeram questão de destacar ações já realizadas pelo parlamentar.

Pode-se discutir política. Pode-se discordar de posições. Pode-se questionar escolhas e estratégias. Mas existe algo que nenhum discurso consegue apagar com facilidade: aquilo que permanece no cotidiano das pessoas.

No Ipiranga, Nega resumiu essa percepção de maneira direta: “aqui dentro do Ipiranga tem a sua marca.” É uma frase que vale mais do que um elogio. É uma avaliação política feita por quem mora no lugar. E talvez seja essa a medida mais exigente de um mandato: não o tamanho do discurso produzido em um palanque, mas o tamanho da marca deixada na comunidade.

No fim das contas, campanhas passam. Promessas passam. Discursos passam. O que permanece é aquilo que o povo consegue enxergar, usar e lembrar.

Hildo Rocha destaca nova conquista dos professores e lembra defesa histórica por uma regra justa de reajuste

Hildo Rocha (MDB-MA) destacou a nova conquista dos professores da educação básica com a mudança nas regras do piso salarial nacional da categoria. Para ele, além de representar valorização profissional, a medida incorpora uma sistemática de reajuste que corresponde a uma posição que já vinha defendendo anteriormente.

Hildo Rocha destacou que a conquista beneficia justamente os profissionais responsáveis pela formação das novas gerações e lembrou que o trabalho dos professores está diretamente ligado ao desenvolvimento do Maranhão e do Brasil.

“Valorizar o professor não é fazer favor, é respeito. Todo o conhecimento que existe do Maranhão passou por uma sala de aula”, destacou.

Regra defendida por Hildo prevaleceu

Ao comentar a nova sistemática de reajuste, Rocha também fez questão de recordar sua atuação em defesa de uma regra que assegurasse maior previsibilidade para a atualização do piso.

“Regra essa que eu sempre defendi, e fui atacado por isso. Agora, finalmente, estão reconhecendo que eu tinha razão. Claro que eu trabalhei pela aprovação dessa medida na Câmara”, afirmou.

Para Hildo Rocha, a previsibilidade na evolução dos vencimentos representa mais do que uma questão financeira: significa segurança para que os profissionais possam planejar suas vidas.

“A lei garante previsibilidade no salário, isso é dignidade no planejamento de vida”, destacou.

Reajustes anuais

A nova regra estabelecida para o piso nacional dos professores prevê reajustes anuais segundo critérios vinculados à inflação e ao desempenho das receitas do Fundeb, buscando assegurar uma atualização permanente dos vencimentos da categoria.

Para Hildo Rocha, a mudança representa um avanço que vai além da atualização de um valor salarial. Na avaliação dele, estabelecer uma regra permanente de reajuste significa reconhecer a importância de quem está na base de toda formação profissional e garantir aos professores melhores condições para planejar o futuro.

“Um país que paga mal quem ensina está escolhendo aprender de um jeito difícil. Educação é a obra mais importante que existe. E ela não é feita de cimento, é feita de gente”, afirmou Hildo Rocha.

Farmácia Popular pode oferecer exames e testes rápidos

Programa vai criar unidades volantes em regiões ribeirinhas

Foto: Arquivo Agência Brasil

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Uma nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, publicada esta semana, prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e a melhoria do monitoramento do serviço.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que um grupo de trabalho vai discutir a oferta de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico.

Segundo a pasta, também será avaliado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando critérios como densidade demográfica e priorizando periferias de grandes centros.

Para locais com maior dificuldade logística, como regiões ribeirinhas, será estudada a possibilidade de estruturas alternativas para assistência, como unidades volantes ou avançadas de atendimento.

Ainda de acordo com o ministério, o uso de inteligência artificial poderá permitir a identificação de pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, reforçando o combate a fraudes no programa.

“A oferta efetiva das ações está condicionada às avaliações técnicas nos estados e municípios, pesquisa sanitária e assistencial, de acordo com a necessidade de cada território”, completou a nota.

Unidades credenciadas

De forma imediata, a atualização da portaria do Farmácia Popular traz o aprimoramento do controle e o monitoramento das unidades credenciadas, com foco em gestão de risco.

“O novo modelo visa aprimorar o controle e o monitoramento do programa por meio de sanções administrativas proporcionais à gravidade da situação, com suspensão automática em casos de risco alto ou muito alto”, informou o ministério.

A adoção de sistemas automatizados e a digitalização de dados e processos, segundo a pasta, também vão permitir maior acompanhamento do serviço.

Ainda segundo a nota, o sistema responsável pela dispensação de insumos passará por atualizações para reforçar a segurança, a rastreabilidade e a integração de informações, além de incorporar novas ferramentas digitais.

O programa

O Farmácia Popular oferece, gratuitamente, um total de 41 itens de saúde, incluindo fraldas geriátricas, absorventes higiênicos e medicamentos para diversas condições, como hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma.

Atualmente, o programa registra 28 mil farmácias credenciadas e está presente em mais de 4,9 mil municípios, com cobertura de 97% da população brasileira. Em 2025, dados do ministério indicam que 27,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo serviço.

13 agosto, 2026

TBT: Quando a água chegou às torneiras do Abacaxi, em Barra do Corda

Há obras que representam mais do que concreto, tubos e equipamentos. Representam a diferença entre esperar e ver um problema finalmente ser enfrentado. É o caso do Sistema de Abastecimento de Água do povoado Abacaxi, na zona rural de Barra do Corda, inaugurado em dezembro de 2018.

O registro merece ser revisitado porque revela uma faceta importante da atuação de Hildo Rocha: a capacidade de transformar uma demanda apresentada por uma comunidade em uma obra efetivamente entregue.


Durante anos, os moradores do Abacaxi conviveram com dificuldades para ter acesso regular à água. A situação chegou ao parlamentar por meio de Aristides Milhomem e do líder comunitário Nonato, que buscaram apoio para encontrar uma solução. A partir daí, Hildo Rocha articulou a implantação do sistema junto à Codevasf, utilizando recursos destinados à companhia no âmbito do programa Água Para Todos, do Governo Federal. O resultado foi a instalação do sistema que passou a levar água às torneiras das famílias da comunidade.

Mais do que uma obra, o episódio ajuda a entender uma diferença que costuma separar o discurso político da atuação concreta: há quem prometa resolver e há quem consiga transformar uma reivindicação em resultado.

Foi justamente essa percepção que marcou o depoimento de Domingas Cabral, uma das beneficiadas pelo sistema.

A declaração sintetiza o sentimento de parte da comunidade diante da chegada de uma estrutura que, para quem vive na zona rural, representa uma mudança concreta na rotina e na qualidade de vida.

O presidente da Associação dos Moradores do Povoado Abacaxi, Nonato, também destacou o esforço para tirar o projeto do papel:


“Estamos satisfeitos. O deputado Hildo Rocha lutou muito e conseguiu trazer esse grande benefício para a nossa comunidade. A gente só tem a agradecer ao deputado Hildo Rocha e a todas as pessoas que ajudaram a realizar esse sonho.”

O ato de inauguração foi presidido pelo então superintendente da Codevasf no Maranhão, Jones Braga, e contou com a participação de Aristides Milhomem, representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Dr. Fonseca, lideranças locais e moradores.

O tempo passou, mas a imagem permanece atual: quando uma comunidade apresenta uma necessidade básica e a política consegue produzir uma resposta concreta, o resultado deixa de ser apenas discurso e passa a fazer parte da vida das pessoas.

12 agosto, 2026

Hildo Rocha leva a Cumã a confirmação de 50 casas e transforma sonho da moradia em realidade próxima

A visita do Hildo Rocha à comunidade de Cumã, em Guimarães, teve um significado que vai muito além de uma agenda política. Diante de casas de taipa, paredes sem acabamento, cortinas improvisadas fazendo as vezes de portas e famílias que há anos convivem com limitações que atravessam gerações, o parlamentar levou uma notícia capaz de mudar concretamente a vida de 50 famílias: as moradias do Minha Casa, Minha Vida estão cada vez mais próximas de sair do papel. A seleção das 50 famílias é resultado de uma articulação que envolveu Hildo Rocha, o ex-prefeito Osvaldo Gomes e a vereadora Jenille Brito.

Da política pública à transformação da vida


A ação realizada por Hildo Rocha em favor de famílias de baixa renda que ainda vivem em casas precárias mostra, de forma particularmente concreta, como uma política habitacional ganha verdadeiro significado quando alcança pessoas que, sozinhas, dificilmente conseguiriam superar as barreiras financeiras que impedem a realização do sonho da casa própria.

A dimensão humana da conquista

O contato direto com as famílias que deu dimensão humana à conquista. Durante a visita, Hildo Rocha conheceu as condições em que vivem os futuros beneficiários e ouviu relatos que revelam uma realidade ainda presente em muitas comunidades maranhenses: famílias que trabalham de sol a sol e, mesmo assim, não conseguem reunir recursos suficientes para construir uma casa de alvenaria.

“Infelizmente, muitos maranhenses ainda não têm uma casa digna, uma casa adequada para residir”, comentou o deputado.

Em uma das casas visitadas, uma mãe contou que cria quatro filhos naquele imóvel. A realidade chamou a atenção do parlamentar, que destacou como a renda familiar acaba sendo consumida pelas necessidades básicas.


“Aqui só tem a porta da frente da casa, internamente não tem portas, usam cortinas como portas porque eles têm dificuldade de fazer uma casa adequada. O dinheiro que eles ganham tem que alimentar quatro filhos, tem que vestir quatro filhos, tem que dar estudo para quatro filhos. Então, tudo é muito difícil para eles”, observou Hildo Rocha.

É justamente nesse ponto que a conquista das 50 moradias ganha maior significado. Para as famílias beneficiadas, a nova casa representa muito mais do que uma construção de alvenaria. Significa segurança, conforto, privacidade e melhores condições para criar os filhos.

As casas serão de alvenaria, rebocadas e pintadas, com cobertura de telha cerâmica, piso cerâmico, dois quartos, banheiro, sala, cozinha, terraço e área de serviço.


“A minha alegria será maior quando essas famílias estiverem morando em casas dignas. O que faz com que eu busque o dinheiro para fazer as casas, é porque eu conheço a realidade do Maranhão. Eu ando constantemente na zona rural, ando na periferia das cidades, vendo as reais condições de moradia”, afirmou Hildo Rocha.

Articulação política que chega à ponta

O ex-prefeito Osvaldo Gomes destacou que a necessidade de moradias não é uma situação isolada, mas uma realidade encontrada em diferentes comunidades do município.

“São muitas famílias, muitas pessoas, tanto aqui no distrito de Cumã quanto na sede e em outros povoados, que vivem em situação precária e precisam, portanto, de casas dignas.”

Para Osvaldo, a articulação com Hildo Rocha representa uma oportunidade de transformar uma reivindicação antiga em uma conquista concreta.

“É uma luta que a gente tem há muito tempo para conseguir casas. Felizmente, através do deputado, conseguimos avançar e hoje 50 famílias desta comunidade estão perto de ver o sonho da casa própria se tornar realidade”, declarou Osvaldo.

A vereadora Jenille Brito também ressaltou a importância da articulação com o deputado Hildo Rocha para que o projeto chegasse ao município.

“Guimarães só tem a agradecer por essa conquista. As famílias agradecem. Nós também gostaríamos de agradecer ao pontapé inicial do nosso ex-prefeito, o professor Osvaldo Gomes, que foi de suma importância para que tenha chegado até nós este benefício. A palavra é gratidão”, declarou Janile.

Uma conquista que muda perspectivas

A dimensão dessa conquista aparece de maneira ainda mais clara nos depoimentos das próprias beneficiárias.

Gabriele, por exemplo, revelou que chegou a acreditar que continuaria vivendo, por muitos anos, em uma casa de taipa, porque não tinha condições financeiras para construir uma moradia de alvenaria.

“Era um sonho ter minha casa de tijolo. Mas isso nunca foi possível. Conseguimos, com muito sacrifício fazer uma casa de taipa. E agora eu estou muito feliz que eu vou ganhar a minha casinha de tijolo. Obrigada, deputado Hildo Rocha, porque o senhor vai realizar um sonho meu, que era ter minha casa de tijolo”, comemorou Gabriele.

Dinailde, outra moradora que será beneficiada pela ação de Hildo Rocha, também contou que durante muito tempo acreditou que precisaria construir sua casa aos poucos, comprando material conforme as possibilidades financeiras da família.

“Nosso plano era comprar, aos poucos, o material, tijolo, telha e tudo que é preciso para construir uma casa de boa qualidade. Mas nunca conseguimos fazer isso, porque o dinheiro que a gente ganha nunca dá. Agora, graças ao trabalho do deputado Hildo Rocha, com o apoio do ex-prefeito Osvaldo e da vereadora Jenille, nós vamos ganhar a casa com que a gente tanto sonhava”, comemorou Dinailde.

Os depoimentos são reveladores porque mostram que, para quem vive naquela realidade, uma casa popular não é uma estatística. É o lugar onde os filhos vão dormir com mais segurança, onde a chuva não representa uma ameaça e onde a família pode finalmente começar a pensar no futuro.

11 agosto, 2026

PSB expulsa prefeito de Campestre do Maranhão após ameaça de demitir servidores que não votarem em Flávio Bolsonaro


Por John Cutrim

A Executiva Estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu expulsar dos quadros da legenda o prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Oliveira da Silva, conhecido como Fernando Bermuda, após as declarações e manifestações políticas atribuídas ao gestor durante o processo eleitoral de 2026. Isso por que o prefeito teria ameaçado demitir funcionários municipais que não apoiarem Flávio Bolsonaro (PL) na votação em outubro.

A decisão consta na Resolução nº 008/2026, assinada pela direção estadual do PSB. O documento foi aprovado em reunião extraordinária realizada no último sábado (8) e registra que a deliberação ocorreu por unanimidade entre os membros presentes.

RESOLUCAO_008__PSB-EXPULSAO_FERNANDO_BERMUDA_

Segundo a resolução, Fernando Bermuda cometeu “grave infidelidade partidária” ao atuar politicamente em favor de candidatos de outras agremiações, contrariando as orientações das instâncias dirigentes do PSB. O partido afirma que as manifestações do prefeito não se limitaram a uma preferência eleitoral individual, mas representaram uma atuação organizada em benefício de candidaturas de outros partidos.

A medida ocorre após a divulgação de mensagens atribuídas ao prefeito nas quais ele teria ameaçado servidores municipais que não apoiassem candidatos de sua preferência. Entre as declarações divulgadas está a afirmação de que quem votasse no presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia perder o emprego após a eleição.

O caso ganhou repercussão nacional após reportagem revelar mensagens encaminhadas por Fernando Bermuda em grupos e canais de transmissão. Também circulou uma música produzida com inteligência artificial associando a permanência de servidores nos cargos ao apoio político ao candidato Flávio Bolsonaro.

Para o prefeito de Campestre do Maranhão, as mensagens que têm circulado em grupos da cidade são uma explicação do seu “ponto de vista sobre a política” e de como o município pode ser afetado com a manutenção do atual governo federal.

Campestre do Maranhão recebeu mais de R$ 185 milhões em recursos federais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Mesmo assim, Bermuda disse enfrentar problemas de ordem orçamentária em sua administração, que podem continuar caso Lula seja eleito para um quarto mandato.

Por isso, o prefeito prevê cortes no governo local em caso de derrota dos políticos que recebem seu apoio — que devem atingir, primeiramente, simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

PSB aponta afronta à direção nacional

Na resolução, o PSB destaca que a gravidade da conduta seria ampliada pelo fato de Fernando Bermuda exercer um mandato majoritário conquistado pela legenda. Para o partido, o cargo impõe ao prefeito um dever ainda maior de fidelidade às decisões e orientações partidárias.

A direção estadual também afirma que a atuação do prefeito contrariou a estratégia política nacional do PSB para as eleições de 2026, incluindo o apoio da legenda à candidatura de Geraldo Alckmin à Vice-Presidência da República.

O documento cita ainda dispositivos do Estatuto do PSB que estabelecem como dever dos filiados apoiar os candidatos indicados pelas instâncias partidárias, cumprir as decisões da legenda e observar a disciplina interna.

Expulsão e cancelamento da filiação

No artigo 1º da resolução, o PSB formaliza a expulsão de Fernando Bermuda com fundamento no artigo 9º, alínea “g”, do Estatuto Partidário. A decisão determina também o cancelamento da filiação partidária do prefeito.

Entre os fatores considerados para a aplicação da punição estão a condição de prefeito eleito pelo PSB, a atuação em favor de candidaturas de outras siglas, a afronta às orientações da direção estadual e nacional, a repercussão pública das declarações e o impacto sobre a estratégia eleitoral nacional da legenda.

A resolução também menciona que as condutas atribuídas ao prefeito apresentam, em tese, características de possíveis ilícitos eleitorais, incluindo abuso do poder político. O próprio documento ressalta, porém, que eventual apuração e julgamento desses fatos cabem à Justiça Eleitoral.

Com a decisão, a Executiva Estadual determinou que a expulsão seja comunicada à Direção Nacional, à Executiva Nacional e aos demais órgãos partidários para as providências administrativas e estatutárias cabíveis.

A resolução tem validade a partir de sua aprovação, em 8 de agosto de 2026.