quarta-feira, 18 de março de 2015

Secretário Marcos Pacheco garante que Governo vai priorizar saúde preventiva

Quase 30 deputados prestigiaram a palestra feita pelo secretário de Saúde do Estado, Marcos Pacheco, nesta terça-feira (17), na Assembleia Legislativa, sobre as ações da pasta e o que o governo pretende fazer para melhorar o atendimento hospitalar e preventivo. Pacheco disse que “só construir hospitais não resolve o problema, é preciso investir em medicina preventiva e fazer gestão de qualidade”

A audiência foi solicitada pelo presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, deputado Stênio Rezende (PRTB), e foi prestigiada pelo presidente em exercício da AL, Othelino Neto (PCdoB); o líder do Governo, Rogério Cafeteria (PSC); o líder do PMDB, Roberto Costa; outros integrantes da Comissão de Saúde (Dr. Levy, Andréa Murad, Fábio Braga, Antônio Pereira e Ricardo Rios); e deputados como Valéria Macedo (PDT), Souza Neto (PTN), Adriano Sarney (PV) e Rigo Teles (PV), entre outros.

O secretário bateu bastante na tecla de que fazer medicina preventiva reduz custos com a saúde porque evita que a população fique doente ou que a doença progrida. Marcos Pacheco afirmou que tratar doente é caro, em torno de R$ 2,5 mil por dia numa UTI, enquanto fazer preventivo em alguém que tem pressão alta fica em torno de R$ 2 mil por mês.

Os deputados tiveram uma participação ativa durante a audiência, fazendo várias perguntas e avaliaram que a palestra foi importante para que tomassem conhecimento das ações que o Governo do Estado pretende executar. Marcos Pacheco disse também que é preciso ampliar a regionalização do atendimento para desafogar a rede hospitalar de São Luís. “Saúde se faz na comunidade, com prevenção primária e secundária”, garantiu.

O secretário revelou que a rede hospitalar atualmente é ampla, mas não tem recursos para mantê-la. O orçamento herdado do governo de Roseana Sarney reserva apenas R$ 6 milhões para ações de prevenção, mas o custo com a rede hospitalar chega a quase R$ 1 bilhão.

Pacheco defendeu a decisão do Governo do Estado de liberar atendimento para todos nas UPAS. O secretário justificou a medida dizendo que “a população não quer saber se o hospital é municipal, estadual ou federal”.

“Precisamos ajudar os Socorrões de São Luís e trabalhar de forma integrada, independente das correntes políticas”, afirmou. “Precisamos investir e ampliar a regionalização, para evitar que os doentes venham para São Luís ou para Teresina”, garantiu.

"NÚMEROS QUE ENVERGONHAM"

O secretário de Saúde citou alguns números que “envergonham” o Estado. Disse, por exemplo, que a mortalidade infantil do Maranhão é a maior do país. São 26 mortes por mil nascimentos, por conta da falta de atendimento no pré-Natal.

Em São Luís, o índice é melhor: 18 mortes para cada mil nascimentos, em Santa Cataria são dez para mil nascimentos e em Cuba, quatro mortes para mil. “Precisamos chegar pelo menos ao índice de São Luís”, afirmou.

Outro índice que o Governo Flávio Dino quer mudar, de acordo com o secretário, diz respeito à morte de mulheres durante o parto. Marcos Pacheco contou que no ano passado 107 mulheres morreram por conta de complicações durante o parto. “A gravidez virou risco de morte”, alertou.

A deputada Andréa Murad fez 23 perguntas ao secretário de Saúde, principalmente em relação à suposta superlotação das UPAS e à falta de material hospitalar. Marcos Pacheco garantiu que não existe qualquer risco de haver greve no setor, porque os salários dos servidores das OCIPS estão em dia; disse desconhecer a falta de lençóis nas UPAS, mas que vai investigar; e afirmou que a superlotação das UPAS decorre de virose sazonal existente na cidade e porque o Governo do Estado liberou o atendimento para todos os tipos de doentes.

Os deputados destacaram o desempenho do secretário de Saúde durante a audiência por haver respondido a todas as perguntas e por ter se comprometido em melhorar a qualidade da saúde maranhense.

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