terça-feira, 29 de maio de 2018

Saibam como os Sarneys destruíram a Rádio Timbira



Até o fim da década de 80, a Rádio Timbira era a emissora de maior audiência e alcance no estado. Nesse período, Sarney começa a montar seu império de comunicação. Em 1988, inaugura a rádio Mirante AM, que passa a comandar a maior rede de rádios do estado.

Coincidentemente, começa o desmonte da emissora estatal. No governo Lobão, um projeto megalomaníaco que teria como objetivo aumentar a potência e consequentemente alcance da rádio com transmissor de 50kw se mostrou uma trama para desviar recursos e sucatear a Timbira.

Após a transferência do parque de transmissores do Bairro de Fátima para o longínquo distrito industrial, no Maracanã, a rádio passou a definhar, pois perdeu qualidade de som. A nova localização dos transmissores, em área de difícil irradiação, contribuiu para a perda de potência e alcance. O caminho estava aberto para o fortalecimento dos sistemas rádios Mirante e Difusora de rádio. Só por coincidência das família Sarney e Lobão.

Isso não foi o bastante. Em 1995, Roseana Sarney propõe a privatização da emissora, ao arrepio da lei. Com a impossibilidade legal da venda da concessão pública, a filha de Sarney extingue a rádio oficialmente enquanto empresa pública. Exonera os profissionais e anexa a emissora à Secom. É o enterro daquela que foi o principal meio de comunicação do estado.

A partir daí, a Timbira passou a perambular em sua indigência. Chegou a ser abrigada na Ceasa. O ex-governador Jackson Lago tentou resgatar a rádio com aquisição de novo transmissor (que está em operação), mesa de áudio e diversos equipamentos, com investimento da ordem de R$ 350 mil. Veio o golpe de 2009 e Roseana Sarney mandou para o limbo a tentativa de resgate da Timbira. Não satisfeita fez pior.

Mesmo no ostracismo, quase dez anos depois de acabar com a rádio, a então governadora ordenou a retirada dos ouvintes da programação. Seria o tiro de misericórdia na indigente Timbira, que desta feita funcionava num pardieiro na Avenida Beira Mar, onde ratos, baratas, cupins e outros insetos dividiam espaço com os aguerridos profissionais.

Com a ascensão de Flávio Dino ao governo começa o processo de reestruturação completa da rádio, que ressurge feito uma fênix e volta a liderar a audiência e ser espaço democrático, com a livre participação dos ouvintes em toda a programação, sem filtro ou censura. É exatamente contra isso que os Sarneys, que se esmeraram para destruir a rádio, insurgem-se agora na tentativa de fechar a única tribuna livre do povo maranhense.
Do Marrapá

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