sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Ídolo de Moto e Sampaio! Morre em Fortaleza o ex-jogador Paraíba


Brito, Prado e Paraíba
Morreu, na manhã desta quinta-feira (24), em Fortaleza, onde se submeteu a uma cirurgia, o ex-jogador José Valquírio Barbosa, o Paraíba, que se notabilizou no futebol maranhense na década de 1970, atuando pelo Moto Clube e pelo Sampaio Correa.

Homem gol. Centroavante na acepção da palavra. José Valquírio Barbosa veio da Paraíba para fazer parte da história do futebol maranhense. Jogou no Moto e Sampaio e conquistou títulos pelos dois clubes. Um acidente de ônibus ocorrido em 1975, entre Açailândia e Imperatriz, com o time do Sampaio matou o zagueiro  Paulo Espanha e acabou com a carreira de atleta de Paraíba. Mas ele soube dar a volta por cima, transformando-se em um dos melhores técnicos do Maranhão.

Ele nasceu em Sapé (05/07/1945) e  foi criado em Cabedelo, cidade da Paraíba, transformou-se em atleta profissional. Participou em 1961 do Campeonato Paraibano como centroavante do Estrela do Mar Futebol Clube. Despontou e no ano seguinte já estava com contrato assinado no Fortaleza Esporte Clube do Ceará, aos 17 anos de idade. Até 1966, Paraíba conquistou três títulos.

O atleta passou a ser respeitado dentro da pequena área. Os adversários sabiam que não podiam deixa-lo pegar na bola. Tinha um aproveitamento excelente e sempre estava dentre os artilheiros das competições que participava. De raciocínio rápido, pernas hábeis e boa colocação, o oportunista Paraíba ia fazendo nome no Ceará. “Tive em Fortaleza dois grandes técnicos: Moézio Gomes e Dante Biane. Me passaram grandes ensinamentos”, conta ele porque tamanha habilidade na posição.

Em Fortaleza, teve uma outra grande oportunidade, a de conhecer Júlia, com quem se casou em 1966, ano em que foi vendido ao Ferroviário Atlético Clube (CE). Nesse clube, jogou ate 1969. Depois de ser emprestado para o Treze, de Campina Grande, entrou na justiça e conquistou passe livre, tendo o cuidado de assinar contrato de um ano.

Sua vinda para o Sampaio aconteceu quando estava jogando no Calouros do Ar, time da base aérea da capital cearense. Indicação do radialista gaúcho Dionísio da Ponte, que trabalhava na Rádio Educadora de São Luis. Veio para disputar o Nordestão em 1971 e saiu como artilheiro. Foram apenas três meses. Assinou depois disso contrato com o Tiradentes, do Piauí, em 1972. Nesse mesmo ano, voltou para fazer parte da forte equipe do Sampaio, campeã do Brasileirinho. Após essa competição, retornou para o Tiradentes, campeão de 1972 e 1973.

Homem-gol já conhecido das torcidas e dos dirigentes maranhenses, Paraíba foi novamente chamado, agora para reforçar o Moto. Em 1973 não deu para ser campeão (título do Ferroviário). Mas em 1974 o rubro-negro investiu e levou o título jogando com atletas do quilate de Edson e Jurandir (goleiros); Esteves, Neguinho, Sérgio Marreca, Ivan, Nestor, Gojoba, Soares, Santana, Lima, Paraíba e Coelho.

A partir daí o Sampaio passou a ser a vida dele. Participou como auxiliar técnico e técnico nas eventualidades, de todos os títulos conquistados pelo clube desde então: campeão em 1980, penta de 1984 a 1988, tri de 1990 a 1992 e o bi de 1997 e 1998. Estava internado há vários dias, após implante de fígado.

Informações de Djalma Rodrigues

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