sábado, 20 de fevereiro de 2016

Policial Militar se entrega após matar jovem com três tiros em Teresina na madrugada deste sábado (20)

Por Rayldo Pereira
Portal Cidade Verde/Teresina

O policial militar Igor Gabriel de Oliveira Araújo, 21 anos, apresentou-se à Polícia na Central de Flagrantes de Teresina, após ter assassinado o jovem Alan Lopes Rodrigues da Silva, 26 anos, com três tiros no posto Yellow, na Avenida João XXIII, zona Leste de Teresina. Alan é filho do oficial de Justiça do Tribunal de Justiça do Piauí, Francisco Lopes da Silva. O crime ocorreu na madrugada deste sábado (20) e no local é comum a aglomeração de pessoas e carros de som durante a madrugada.

 
De acordo com a Polícia, os tiros foram disparados pelo soldado, que estava de folga. A corregedoria da Polícia Militar compareceu à Central de Flagrantes na manhã deste sábado para acompanhar a ocorrência que está sendo conduzida pela Delegacia de Homicídios.

 
"Nós fazemos esse acompanhamento de forma paralela porque se trata de um crime de natureza comum. Se fosse um crime de natureza militar seríamos nós. Então vamos esperar o inquérito da delegacia de Homicídios para podermos abrir um inquérito nosso", afirmou o capitão Jean Charles, Oficial de Serviço da Corregedoria da Polícia Militar.


O capitão acrescenta que o policial afirmou não conhecer a vítima dos disparos e que os tiros foram em sua defesa após um desentendimento.

 
"Não temos conhecimento se ele estava fazendo segurança e ele disse que não conhecia a vítima. Ele alega que houve um desentendimento e que aconteceram disparos e ele se defendeu", afirmou o capitão.

 
O velório do jovem, que era servidor público, acontecerá na casa da família na zona Norte de Teresina.

 
Segundo o IML, o jovem foi atingido com três disparos de arma de fogo, um deles transfixante, na região posterior do pescoço e dois na região posterior do tórax. A Delegacia de Homicídios confirmou que o projétil é da arma do policial militar.

 
"A arma de fogo foi apreendida e está sendo encaminhada para a perícia criminal para que possamos detalhar quantos disparos realmente foram efetivados, porque há relatos de testemunhas que ouviram mais do que três disparos, mas o que podemos ter de confirmação são os três disparos que atingiram a vítima", explicou o delegado Igor Martins.

 
Agentes da Polícia Civil estiveram no posto de combustível onde o crime aconteceu para recolher as imagens registradas pelas câmeras de segurança.

 
"O que nós sabemos através dos depoimentos é que a vítima e outra pessoa estavam bebendo dentro do posto de conveniência, que já estava fechado, e três outras pessoas chegaram ao posto. O autor do crime tentou entrar, mas a vítima disse que não tinha condições de liberar porque era uma questão do funcionário do posto. Ao sair, houve uma discussão que ocasionou nos disparos. Esses fatos foram narrados pelos funcionários do posto e os outros, e que podem ser confirmados através dessas imagens", esclareceu o delegado.

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