segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Mais Produção e oportunidades - Artigo de Flávio Dino

O peso da crise econômica que o mundo e o Brasil vivem não altera a nossa determinação em abrir novos caminhos para o desenvolvimento do nosso Estado. Amanhã estarei no Tocantins, com os governadores da Bahia, do Piauí e do próprio Tocantins, que conosco formam a região conhecida como MATOPIBA, junção das siglas dos Estados que a integram. A convite do Ministério da Agricultura, lá iremos nos reunir com investidores japoneses, interessados em ampliar seus negócios na região, especialmente no tocante à cadeia produtiva dos grãos. O Brasil tem com o Japão antigo e cordial relacionamento, tão bem representado pela importância da imigração japonesa em várias regiões do nosso país, inclusive no Maranhão.

Esse encontro comercial de amanhã se soma a outros importantes esforços que temos empreendido para dinamizar nossa agricultura, tão negligenciada por décadas, talvez porque os poderosos de ontem não enxergassem, em tal atividade, oportunidades para seus “negócios”.

Mantemos constante relacionamento com produtores de vários tipos e escalas, e pessoalmente tenho visitado unidades produtivas rurais, para sublinhar a relevância que atribuímos ao Programa “Mais Produção”, comandado pelo Sistema Estadual de Produção e Abastecimento, composto por todas as Secretarias do setor.

Neste contexto de iniciativas importantes para a economia maranhense, destaco que na última quinta-feira fizemos um anúncio muito positivo: um consórcio de investidores nacionais e estrangeiros vai antecipar em dois anos a ampliação do Terminal de Grãos do Porto de Itaqui. Com isso, a obra já começa agora, com investimento total de R$ 130 milhões, representando oportunidades para nossos empreendedores e trabalhadores. Apesar da gigantesca crise global e nacional, esse expressivo investimento é mais uma prova do reconhecimento de que estamos criando no Maranhão um ambiente institucional positivo, fortalecendo a confiança dos empresários na capacidade de desenvolvimento de nosso estado. Esse novo investimento coroa um processo iniciado há 12 anos atrás, e representará a duplicação da movimentação de grãos no TEGRAM, chegando a 10 milhões de toneladas/ano.

Como fator determinante para esse sucesso, está a dinâmica que imprimimos no Porto do Itaqui. Ao longo de 2015, com uma gestão séria e transparente, tiramos a Empresa Maranhense de Administração Portuária do déficit e a levamos a um lucro de R$ 68,2 milhões, conquista que permite inclusive investimentos de grande alcance social, como a qualificação do cais de São José de Ribamar, obra que autorizamos na semana passada, com recursos advindos da atividade portuária.

Amanhã em Palmas, capital do Tocantins, vou frisar que o MATOPIBA já responde por mais da metade da produção de grãos do Brasil. E o chamado Arco Norte aumentou de 16% para 21% sua participação nos eixos logísticos para o exterior, tendo o Itaqui como vértice. Com efeito, os investimentos no TEGRAM fazem parte do R$ 1 bilhão que o Porto de Itaqui vai receber de modernização nos próximos anos. A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) vai fazer investimento de seu caixa no valor de R$ 254 milhões para construção de um novo berço, a finalização do berço 108 e reforma dos berços destinados a granéis sólidos vegetais e líquidos.

Contudo, faço questão de frisar que tudo isso faz maior sentido quanto maior for a nossa capacidade de dinamizar a produção no território maranhense, para que o Maranhão não seja apenas um polo logístico, mas também polo de produção e de industrialização. É o nosso maior sonho, que haveremos de alcançar.

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