quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Justiça por Marielle poderá derrubar Bolsonaro

 
Movimentos sociais de esquerda convocaram uma manifestação contra Jair Bolsonaro (PSL) para terça-feira (5), após o nome do presidente ter sido citado na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes.

Com o mote “Basta de Bolsonaro! Justiça por Marielle”, o ato principal será na avenida Paulista, em São Paulo. A ideia dos organizadores é a de que os protestos sejam replicados em todo o país. As frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, que reúnem entidades como MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto), o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e CUT (Central Única dos Trabalhadores).

“A denúncia é grave e tem que ser apurada até o fim. Se comprovada a relação direta de Bolsonaro ou de seus filhos com os assassinos de Marielle, ele perde as condições de seguir como presidente”, afirmou à Folha Guilherme Boulos (PSOL).

Nesta terça (29), o Jornal Nacional, da TV Globo, publicou reportagem que faz menção ao nome do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na investigação do assassinato de Marielle, em março de 2018.

Segundo o Jornal Nacional, o depoimento de um porteiro do condomínio onde Bolsonaro tem casa na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, indicaria que um dos acusados pelo assassinato teria chegado ao local e dito que iria à casa do então deputado.

Bolsonaro, contudo, estava em Brasília nesse dia. Ele nega ter qualquer relação com o crime.

IRMàCRITICA DECLARAÇÃO DE PRESIDENTE


Em vídeo postado em redes sociais, Anielle Franco, irmã de Marielle Franco, criticou a falta de acesso da família à investigação sobre o crime e repreendeu o presidente Jair Bolsonaro por, numa transmissão ao vivo que ele postou na véspera, ter trocado o nome da irmã mais de uma vez. Chamou-a de Mariela.

“Quero dizer que o nome da minha irmã é Marielle. Marielle Francisco da Silva, vulgo Marielle Franco. Não é Mariela, não é Mariah, não é Mara-a-puta-que-o-pariu. É Marielle. E queria muito pedir respeito a isso.”

“A parte da Marielle foi pra ele”, diz nesta quarta (30) Anielle à Folha. Ela conta ter chorado ao ver a reportagem veiculada na noite de terça (29) pelo Jornal Nacional.

Anielle diz que não pode especular sobre a aparição do nome de Bolsonaro no inquérito sobre a morte da irmã e de Anderson. “É óbvio que eu quero saber quem que tava naquela porra da casa 58”, afirma.

Ela também se diz irritada por todos terem acesso a partes da investigação, inclusive a imprensa, antes da família.

Anielle pede respeito à morte da irmã, também daqueles que se opõem ao PSOL, e diz que “a ideologia política não deveria sobrepor valores humanos, nunca”.

Na internet, a viúva de Marielle, Monica Benício, também se manifestou sobre o caso: “Espero que as autoridades competentes investiguem com isenção toda e qualquer pessoa que possa ter algum tipo de implicação na execução de Marielle e Anderson. É uma resposta que o Estado brasileiro deve aos familiares, à sociedade e ao mundo”.

FSP/Blog da Cidadania

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