domingo, 23 de dezembro de 2018

Calibre de munição usado na execução do PM que fazia segurança da governadora eleita do RN é de uso exclusivo da polícia

O cabo da PM assassinado era um dos líderes do movimento Policiais Antifascismo no Estado

A comissão formada por quatro delegados da Divisão de Homicídios que investiga o assassinato do soldado da Polícia Militar João Maria Figueiredo, ocorrido na sexta-feira (21), acredita que ele foi executado.

Segundo um dos delegados do grupo que pediu pra não ser identificado, o latrocínio (roubo seguido de morte), primeira hipótese levantada, está praticamente descartado pela equipe:

– A principio é um homicídio. Não consigo enxergar latrocínio. Deixaram a motocicleta, tinha dinheiro com ele também. Tudo bem que seria fácil de rastrear a moto e ficava difícil tirar o dinheiro dele. Mas tudo indica que foi homicídio, execução. O local era uma das rotas que ele fazia para chegar em casa.

A polícia já ouviu familiares da vítima e sabe que pelo menos duas pessoas participaram do crime. Questionado se a hipótese de motivação política estava sendo investigada, o delegado afirmou que ainda era cedo para afirmar:

– Fizemos a investigação preliminar no dia do crime, já ouvimos alguns familiares. Há informações que também não podemos repassar para não atrapalhar o andamento da investigação.

O soldado da PM assassinado era um dos líderes do movimento Policiais Antifascismo no Estado e trabalhou como voluntário na equipe de segurança da campanha eleitoral da governadora eleita Fátima Bezerra, que divulgou nota de pesar lamentando o crime e cobrando apuração e punição dos assassinos.

Figueiredo foi assassinado com cinco tiros, por volta das 17h da sexta-feira (21), numa estrada carroçável por trás do motel Ele&Ela, já no limite de São Gonçalo do Amarante, região da Grande Natal. Os assassinos levaram a arma e o telefone celular da vítima.

Dos cinco projéteis encontrados no corpo de Figueiredo, três acertaram o lado direito, um o lado esquerdo próximo à boca, e um disparo acertou o ombro do policial militar.

A agência Saiba Mais apurou com uma fonte que as munições dos projéteis encontrados são de calibre .40, de uso exclusivo das polícias, o que não significa que o assassino seja um policial. Isso porque algumas armas roubadas de policiais assassinados têm sido usadas por bandidos para cometer outros crimes no Estado.

João Maria Figueiredo foi o 26ª policial assassinado em 2018 no Rio Grande do Norte.

A comissão da Divisão de Homicídios tem, no mínimo, 30 dias para concluir a investigação e remeter o caso à Justiça. O tempo, no entanto, pode ser prorrogado.
 
Da Revista Fórum

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