sábado, 21 de outubro de 2017

Depoimentos desmentem versão de que comerciante morreu após maus-tratos em Barra do Corda

Três depoimentos dados à polícia de Barra do Corda contradizem o que tem sido divulgado por diversos veículos de comunicação sobre a morte do comerciante Francisco Edine Lima Silva. Ele faleceu após passar mal na delegacia da cidade e ser levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA)), no último dia 9.

Os depoimentos são da viúva, da mãe e de uma pessoa que dividiu a cela com Francisco. O comerciante foi levado à delegacia após se envolver em acidente de trânsito e apresentar sinais de embriaguez. 

A viúva, Maria Antonia dos Reis Silva, contou que, diferentemente do divulgado até agora, o comerciante era uma pessoa muito saudável e não tinha nenhum problema de saúde, incluindo a pressão arterial. Ele tampouco tomava medicamentos controlados.

No depoimento, ela disse ainda que jamais presenciou maus-tratos ao marido na delegacia, muito menos a ausência de água, conforme tem sido especulado.

Maria Antonia conta que, na manhã do dia 9, ela foi até a delegacia com o advogado. Ao entrar na cela, o advogado constatou que Francisco estava passando mal. Ainda segunda ela, o Samu foi chamado e o retirou de maca para a UPA da cidade. Ele foi atendido no local, mas continuou com muita febre e acabou não resistindo.

Depoimento da mãe

A mãe do comerciante, Maria Lima Silva, também depôs e afirmou que Francisco teve dor de cabeça e tomou um analgésico na noite do dia 8, véspera do falecimento. Segundo ela, Francisco disse em seguida ter melhorado.
A mãe também disse que o filho não apresentava nenhum problema de saúde, inclusive de pressão alta. O relato coincide com o da viúva.

Terceiro depoimento

O homem que estava na cela com Francisco Edine também foi ouvido. Francisco Ferreira de Moraes conta que o comerciante estava bem de saúde no domingo (8), dia em que chegou à delegacia. Ao amanhecer, ainda de acordo com o depoimento, o comerciante estava passando mal.
Francisco conta ter ajudado a lavar o rosto do comerciante e que em nenhum momento faltou água na cela, mesmo porque duas presas da cela em frente jogavam garrafas com o líquido para eles.

O laudo conclusivo sobre a causa da morte do comerciante deve sair na próxima semana.

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