sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Após ações de Dino para conter alta de passagens, Governo Federal cria Comitê para acompanhar preços durante a Copa‏


O Governo Federal acompanhará, por meio de um comitê interministerial, os preços, tarifas e a qualidade dos serviços durante a realização da Copa do Mundo. Criada por determinação da presidenta de República, Dilma Rousseff, a instância será coordenada pela Casa Civil e terá a primeira reunião técnica na próxima semana, no dia 24.

“Não tabelamos, nem tabelaremos preços, mas nós não permitiremos abusos”, afirmou a a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. “Vamos utilizar todos os instrumentos à disposição do Estado para garantir a defesa dos direitos do consumidor, seja ele brasileiro, ou estrangeiro”.

A Embratur irá compor o grupo, ao lado dos ministérios do Esporte, Justiça, Turismo e a Secretaria de Aviação Civil (SAC), além dos ministérios da Fazenda (Receita Federal e Secretaria de Acompanhamento Econômico) e da Saúde (Anvisa).

A ministra coordenou hoje (17) uma reunião com autoridades envolvidas no tema, entre elas, o presidente da Embratur, Flávio Dino. “Essa medida da presidenta Dilma e da ministra Gleisi é essencial para garantir a boa imagem internacional do turismo brasileiro”, afirmou Dino.

O presidente da Embratur afirmou que é errada a aposta de alguns setores do empresariado de que o governo não deve agir para não causar impacto negativo no turismo. “O monitoramento que fazemos da mídia internacional mostra que, ao contrário, não podemos é passar a imagem de que o governo do Brasil não atua diante de abusos”.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça irá manter contato com os Procons das 12 cidades-sede do mundial. O objetivo é fazer um diagnóstico detalhado dos preços e qualidades de serviços em hotéis, restaurantes, aeroportos e outros serviços turísticos dessas localidades. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também será acionado pelo ministro José Eduardo Cardozo, para fazer uma análise sobre os setores aéreo e hoteleiro no Brasil. A proposta é identificar situações que possam levar à inibição da concorrência.

Atuação da Embratur

Desde o início do ano, o presidente da Embratur vem atuando para que o preço das passagens aéreas não se tornassem um empecilho para o desenvolvimento do turismo internacional.

Dino defendeu que o Governo Federal atuasse para que práticas de preços abusivas não fossem cometidas durante os megaeventos, afastando os turistas do país. Duas sugestões foram apontadas por Flávio Dino para evitar abuso no preço das passagens aéreas no Brasil: estabelecer um teto para os preços praticados durante a Copa do Mundo ou a abertura do mercado aéreo para empresas de outros países voarem no país.

“Pensamos na sustentabilidade da economia turística do país,” ponderou Flávio Dino durante entrevista e completou afirmando que é preciso pensar não apenas nos lucros imediatos que as empresas podem auferir, mas ter uma estratégia a longo prazo para que os estrangeiros continuem visitando o Brasil depois dos grandes eventos.

O presidente da Embratur relembrou que a autarquia do Governo Federal teve papel fundamental para diminuir o preço cobrado nos hotéis e evitar o cancelamento da viagem de várias delegações de outros países durante a Rio+20 devido aos altos preços na hotelaria no estado, que haviam aumentado para o período do evento.

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