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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Setor de cinofilia potencializa trabalho da Superintendência de Repressão ao Narcotráfico

(Foto: Nael Reis)
(Foto: Nael Reis)
Os resultados da utilização de cão farejador nas ações de combate ao tráfico de drogas vêm ultrapassando as expectativas das equipes da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA). O setor de cinofilia, implantado na Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), está em atividade há apenas três meses e já contabiliza mais de 500 quilos de maconha apreendidas. Neste período, nove suspeitos foram presos. A marca positiva e as movas aquisições do setor foram apresentadas durante reunião na sede da SSP, na Vila Palmeira, nesta terça-feira, 7, e contou com presença do secretário de Segurança, Jefferson Portela.

Durante a apresentação, o secretário pontuou a relevância do trabalho promovido a partir do setor de cinofilia. “É um ponto de partida. Nós teremos outros animais, a partir de março, que vão ampliar esse trabalho, inclusive nas operações interestaduais, porque é praticamente uma ação infalível dos animais localizando drogas e armas, que potencializa o trabalho de nossos agentes da Senarc, que em dois anos já apreenderam mais de duas toneladas de drogas”, disse Portela. A ferramenta tornou o trabalho mais ágil e eficiente, afirmou o superintendente da Senarc, Carlos Alessandro Rodrigues. “O animal consegue chegar onde os olhos humanos e os equipamentos tecnológicos podem não alcançar”, ressalta o delegado.

O superintendente da Senarc citou uma apreensão recente de cerca de 300 quilos de maconha, encontrada enterrada a mais de um metro e meio de profundidade. Sem o cão farejador seria dificultado e mais demorado a descoberta do montante. “O animal utilizado para esse trabalho tem um treinamento direcionado e é extremamente resolutivo nos casos. Estamos utilizando o cão farejador, da raça Pastor Alemão, em todas as ações de combate ao tráfico e os resultados, apesar do pouco tempo em atividade, mostram a viabilidade desta ferramenta”, reitera.

O setor de cinofilia da Senarc conta com cães treinados especificamente para farejar e encontrar drogas diversas e também, suspeitos. Está prevista a aquisição de mais três animais, sendo um confirmado já a partir de março.Participaram ainda da apresentação a delegada adjunta de Polícia Civil, Adriana Amarante; e demais delegados do sistema de Segurança.

(Foto: Nael Reis)
(Foto: Nael Reis)

Ação social

O superintende da Senarc informa que o trabalho do setor cinofilia vai ser ampliado com as atividades de apoio a tratamento de pessoas com deficiência. Estudantes da rede pública de ensino também são alvo do trabalho social do setor. As equipes, acompanhada do cão farejador, visitam escolas públicas para apresentar o trabalho realizado. O projeto está em fase conclusiva e a previsão é iniciar este semestre com palestras e debates nas escolas.

Habilidades

O setor de cinofilia da Senarc trabalha com o Pastor Alemão Belga, raça que possui multifunções e suas qualidades originais o torna essencialmente apto a serem ‘cães de polícia. Essa funcionalidade se dá pelo poder olfativo dos cães. O homem possui cerca de 5 milhões de células sensoriais, um Pastor Alemão, por exemplo, possui 220 milhões. Para determinadas substâncias, a sensibilidade olfativa dos cães pode ser de 100 mil a 100 milhões de vezes superior ao do homem.

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