quarta-feira, 12 de junho de 2019

Sensação de impunidade: Tribunal absolve homem que prendeu e atirou na cabeça da ex-companheira em motel de São Luís

O réu foi condenado a três anos de prisão apenas em relação ao cárcere privado, mas pode cumprir a pena em regime aberto e recorrer em liberdade.
Ele tentou matar Weslayne Maiane por não aceitar o fim do relacionamento.
O crime foi praticado em 2018 dentro do Motel Wall Street, na Areinha, em São Luís.
Os jurados do 1° Tribunal do Júri de São Luís absolveram nesta quarta-feira (12) Eliezer da Cunha Reis pela tentativa de feminicídio contra Weslayne Maiane Corrêa, que sobreviveu após receber um tiro na cabeça após ser sequestrada e mantida em cárcere privado no Motel Wall Street, no bairro Areinha, em São Luís, em abril de 2018. Ela perdeu a visão do olho direito.

A sentença também revogou a prisão de Eliézer, que continuava preso preventivamente desde a época do crime. O réu foi condenado a três anos de prisão apenas em relação ao cárcere privado, mas pode cumprir a pena em regime aberto e recorrer em liberdade.

A sessão de julgamento em Júri Popular foi presidida pelo juiz Osmar Gomes dos Santos. Após a sentença, o Ministério Público recorreu da decisão dos jurados por entender que foi contrária à prova dos autos.

O crime

O crime ocorreu no dia 05 de abril de 2018, por volta das 18h30, dentro do Motel Wall Street, no bairro Areinha, em São Luís.

Eliezer Reis não aceitava o fim do relacionamento e obrigou a ex-companheira, Weslayne Maiane Corrêa, a entrar em um veículo e partiu rumo ao motel, onde foi iniciada uma discussão.

Os funcionários perceberam que algo estava fora do comum por conta dos gritos e chamaram a polícia. Ali ficou claro a situação de sequestro, cárcere e tentativa de feminicídio.

Mesmo após horas de negociação com polícia, ele atirou na cabeça da refém.

Weslayne conseguiu sobreviver após ser internada em estado grave no Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão 1, e passar por cirurgia para retirada de balas alojadas na cabeça e no rosto.

Eliézer foi preso e, em novembro de 2018, a Justiça decidiu pelo Júri Popular do caso.

Gilberto Lima

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