sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O Plano Bolsonaro: primeiro tirar a aposentadoria do pobre, depois mandá-lo para cadeia

O diabólico plano do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o Plano Bolsonaro, está pronto, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes: primeiro o governo vai acabar com a aposentadoria do pobre, depois o prenderá enquadrando-o como criminoso — se reclamar da má sorte.

Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o Botafogo na lista de propina da Odebrecht, querem votar primeiro a reforma da previdência, qual seja, o fim da aposentadoria; somente depois o ‘pacote anticrime’ — para encarcerar os mais pobres — elaborado pelo ministro Sérgio Moro.

A lógica é bastante perversa, caro leitor, mas não é nenhuma novidade para criminologia — a ciência que estuda a criminalidade e suas causas sob o ponto de vista do controle social do ato do criminoso.

O sociólogo francês Loïc Wacquant, bastante conhecido na academia, há muito escreveu sobre a ‘prisão e a miséria’ como elementos essenciais para o trunfo do neoliberalismo, ou seja, o fim do Estado Social traz consigo três consequências imediatas: 1- desregulamentação da economia; 2- diminuição de programas sociais estatais; e 3-desenvolvimento do cárcere e dos programas de “Lei e Ordem”. 

Portanto, antes dar cacete e porrada nos mais pobres, o Plano Bolsonaro, segundo a dupla Guedes e Maia, vai desregular ainda mais a economia começando com o fim da aposentadoria. 

O novo modelo defendido pelo governo é do tipo “moça bonita não paga, mas também não leva”. Traduzindo: uma tremenda enganação que virá rotulada como “título de capitalização”.

Por Esmael Morais

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