sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Fósseis de 113 milhões de anos são encontrados em Presidente Dutra, no Maranhão

Fósseis de 113 milhões de anos foram descobertos no município de Presidente Dutra, a 350 km de São Luís. Um professor da cidade encontrou os fósseis e entrou em contato com pesquisadores em São Luís. Foi encontrado em uma rocha o esqueleto de uma espécie de peixe da época dos dinossauros, segundo os pesquisadores.
 
Também foi achado um crustáceo que recebeu o nome de codo isópode brejense em homenagem a região onde foi achado. A descoberta vai ajudar os pesquisadores a entender melhor como se deu a formação de um grande lago que ficava em um território que cobria de leste a oeste do Maranhão.
“Estudos indicam, pela destruição das rochas sedimentares que um dia se formaram nesse lago, que esse antigo ecossistema tinha uma dimensão regional e até intercontinental. Dominava quase todo o nordeste, centro-norte do Maranhão e parte do oeste da África”, declarou Rafael Lindoso, doutor em paleontologia do Instituto Federal do Maranhão.

Desde 2010 são encontrados fósseis de várias espécies de peixes e crustáceos nos municípios de Brejo, Codó e Presidente Dutra. De acordo com o paleontólogo Manuel Medeiros, esse achado mais recente significa um grande avanço nos estudos arqueológicos de espécies e da formação do continente americano.
“Nessas últimas décadas os achados no Maranhão têm colocado o estado em uma posição privilegiada quando você resgata informações que estão na história dos continentes do hemisfério sul. Então essa época que está registrada por esse lago faz parte de um conjunto maior de ocorrências que documenta a separação da América do Sul com o a África. Esse é um episódio extremamente importante para história do próprio planeta”, contou o pesquisador.
Por enquanto, todas as novidades serão objeto de estudo dos pesquisadores e ainda não fazem parte da exposição permanente do Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão. O acervo deve ajudar pesquisadores na identificação de novas espécies e outras descobertas da história.
 
"Agente vem fazendo o nosso papel no sentido de deixar disponível essas informações novas para a comunidade científica para que tome posição desse conjunto muito maior de informações importantes que contam a história do Brasil, do Maranhão e da terra”, comentou o paleontólogo Manuel Medeiros.
 
G1 MA

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