segunda-feira, 25 de junho de 2018

ELEIÇÃO SUPLEMENTAR | Mauro Carlesse é eleito governador do Tocantins para o mandato-tampão

Governador interino teve 75,14% dos votos válidos contra 24,86% de Vicentinho Alves (PR). Abstenções, brancos e nulos superaram total de votos válidos 
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Carlesse foi eleito para mandato-tampão, mas pode tentar a reeleição em outubro (Foto/Divulgação)
O presidente da Assembleia Legislativa e governador interino do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), foi eleito governador do Estado para um mandato-tampão que termina em 31 de dezembro desde ano. O segundo turno da eleição suplementar aconteceu neste domingo 24.

Carlesse teve 75,14% dos votos válidos contra 24,86% de Vicentinho Alves (PR). Apesar de eleito com a maioria dos votos válidos, o número de abstenções, votos brancos e nulos somou 51,83% do total de eleitores. Mais de 527 mil pessoas não optaram por nenhum dos candidatos. O índice é recorde na história das eleições no estado e ultrapassa o total de votos dos dois candidatos. Juntos, os candidatos receberam 490.461 votos – isso equivale a apenas 48,16% do eleitorado tocantinense.

A posse deve ser realizada até o dia 9 de julho e o agora governador poderá se candidatar à reeleição no pleito que acontece em outubro em todo o país.

Eleição suplementar


A eleição fora de hora foi necessária após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB) e de sua vice, Cláudia Lélis (PV), por arrecadação ilícita de recursos para a campanha. A nova votação está marcada para o dia 24 de junho.

Por ser presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Carlesse assumiu o governo interino após a cassação de Marcelo Miranda (MDB). O político foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de abuso de poder econômico ao ter obtido empréstimo de R$ 1,5 milhão de seu irmão. Os recursos teriam sido repassados para campanha de forma não declarada, prática conhecida como “caixa 2”.

Miranda e sua vice, Cláudia Lélis, foram inocentados pelo Tribunal Regional Eleitora (TRE). Em março, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 5 votos a 2, pela perda do mandato do então governador e de sua vice. Em outra votação, os ministros definiram que a vacância deveria ser imediata.

Carta Capital

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