quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Transexual agoniza em UTI após ser atacada por 5 pessoas no Maranhão

A vítima teve seis costelas quebradas e várias fraturas pelo corpo. A transexual de 29 anos segue internada na UTI de um hospital respirando com a ajuda de aparelhos. Aguarda uma cirurgia na região do quadril. A polícia está apurando a covardia.

Continuam as investigações da agressão de uma transexual no município de São Luís Gonzaga, a 258 km da capital. A Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB Maranhão diz que acompanha o caso que pode ser enquadrado como crime de transfobia.

Há duas semanas, a transexual Natasha Nascimento foi agredida por cinco pessoas quando passava pela BR 316 saindo de uma festa, voltando para casa. A vítima teve seis costelas quebradas e várias fraturas pelo corpo.

Nove pessoas já foram ouvidas pela polícia, inclusive dois homens e três mulheres que são apontados como principais suspeitos de terem cometido o crime. Os motivos que podem ter levado a agressão ainda estão sendo investigados.

A transexual de 29 anos segue internada na UTI respirando com a ajuda de aparelhos. De acordo com a família, Natasha aguarda uma cirurgia na região do quadril, que segundo informações médicas, só pode ser feita quando o quadro clínico estabilizar.

Transexual é agredida ao sair de festa em São Luís Gonzaga

A mãe da vítima, Delsina Nascimento, afirma que a filha enfrentou desafios por conta da orientação sexual e teme pela segurança da família.

“Eu não queria que ninguém mexesse com ele, porque só eu sei o que estou passando, sofrendo vendo meu filho naquele estado judiado pela mão dos outros, todo quebrado, não pode nem se mexer”, desabafa a mãe.

Decisão do STF

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal determinou que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passe a ser considerada crime.

“É um tipo de crime que é invisibilizado, que quando tem uma notoriedade assim, a gente te que aproveitar para combater a intolerância e dizer que está errado sim, pois as pessoas devem ser respeitadas. A constituição é clara e assevera que todos e todas são iguais perante a lei”, diz a presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB, Marina Lima.

Da redação com informações do G1/MA

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