
Deputado do MDB defende que recursos pertencem aos parlamentares, reforça papel fiscalizador da Câmara e afirma que presidentes de partidos não podem indicar emendas porque não tem previsão legal
O deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) defendeu, em pronunciamento na tribuna da Câmara dos Deputados, maior rigor na fiscalização da destinação das emendas parlamentares e manifestou apoio à atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, na cobrança por mais transparência e respeito às normas que disciplinam a aplicação desses recursos.
Segundo o parlamentar, além da função de elaborar leis, cabe aos deputados exercer o papel constitucional de fiscalização da administração pública e da correta aplicação do dinheiro público.
Reconhecimento à atuação do Ministro Flávio Dino
Mesmo ressaltando que sempre foi adversário político de Flávio Dino no Maranhão, Hildo Rocha afirmou que reconhece o acerto da decisão do ministro em relação às emendas parlamentares.
“Eu sempre fiz oposição a ele, mas quero parabenizá-lo pela atitude que ele tomou”, declarou.
Para o deputado, as emendas parlamentares são prerrogativas exclusivas dos integrantes do Poder Legislativo e não podem ser destinadas por dirigentes partidários sem respaldo legal.
Crítica às cotas para presidentes de partidos
Durante o discurso, Hildo Rocha criticou a existência, em algumas legendas, de cotas de emendas destinadas aos presidentes nacionais dos partidos. Segundo ele, não há qualquer norma que autorize esse tipo de prática.
“O nome já está dizendo: emenda parlamentar é para parlamentar. Não cabe presidente de partido estar indicando emenda”, afirmou.

“No MDB não existe cota de presidente de partido. O presidente Baleia Rossi nunca indicou cota de presidente de partido”, enfatizou.
Na avaliação de Hildo Rocha, permitir que dirigentes partidários indiquem emendas representa um desrespeito às normas e compromete a credibilidade do sistema político.
Responsabilidade dos partidos
O parlamentar também defendeu que os partidos políticos adotem critérios mais rigorosos na escolha de seus filiados e candidatos, lembrando que a filiação partidária é requisito para disputar cargos eletivos no Brasil.
Segundo ele, quando as legendas deixam de exercer esse papel com responsabilidade, acabam contribuindo para o ingresso de pessoas sem compromisso com o interesse público na política.
Defesa da fiscalização
Ao concluir o pronunciamento, Hildo Rocha reafirmou que a fiscalização é uma das atribuições essenciais do Parlamento e reiterou apoio à atuação do ministro Flávio Dino no fortalecimento dos mecanismos de controle sobre as emendas parlamentares.
Para o deputado, o cumprimento das regras e a transparência na destinação dos recursos públicos são indispensáveis para preservar a legitimidade das emendas parlamentares e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições.
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