24 fevereiro, 2026

Polícia trabalha com hipótese de crianças terem caído em rio em Bacabal


Após um mês e 19 dias do desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 (foto em destaque), em Bacabal, a Polícia Civil do Maranhão (PCMA) segue com a investigação do caso. Com ausência de vestígios e pistas, o delegado Edson Martins afirmou ao Metrópoles, nesta segunda-feira (23/2), que a principal hipótese sobre o sumiço é de que as crianças caíram no Rio Mearim.

Desde 4 de janeiro, forças de segurança do Maranhão mantêm uma operação contínua de buscas e investigação no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Vegetação densa, chuvas torrenciais e presença de diversos cursos d’água são fatores que dificultam as buscas, cercando o desaparecimento de mistérios, sem a possibilidade de descartar outras hipóteses, segundo o delegado.

“Cada informação que tem chegado, a gente tem checado. Mas a linha de investigação mais forte mesmo é de terem se perdido na mata e caído na água“, explicou Edson.

O delegado à frente do caso enfatiza que o inquérito policial ainda não foi finalizado e que essa pode não ser a única tese do relatório, no entanto, é a hipótese mais provável.

A área central das buscas foi definida com base no relato de Anderson Kauan, primo de Ágatha e Allan que sumiu com os parentes e foi a única criança encontrada até o momento.

O relato de Anderson guiou as forças de segurança até uma “casa caída”, que fica próximo ao Rio Mearim, onde os primos passaram uma das noites. As equipes de resgate fizeram uma varredura na mata e não encontraram pistas, com isso, as buscas no meio fluvial foram intensificadas.

O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), em trabalho conjunto com a Marinha, fez buscas minuciosas com auxílio de um side scan sonar na água durante cinco dias, de forma ininterrupta, mas nenhum vestígio das crianças foi identificado.

O delegado explicou que as buscas podem ter sido prejudicadas pelo atraso em encontrar pistas no matagal.

Via Metrópoles

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