09 outubro, 2026

Saída de Marcio Machado da SEGOV para a SEMAG, pode ser estratégia de Brandão para dificultar a transição para o governo Braide

A exoneração de Marcio Machado da SEGOV, supostamente nada tem a ver com o resultado das urnas da eleição de 4 de outubro, como apressadamente foi publicado em blogs e redes sociais com visualização em Araioses. As informações são de Daby Santos.

Realmente a votação de Pedro Lucas para deputado federal e de Paulo Casé Fernandes para deputado estadual não foi o resultado que o secretário esperava, já que essa ficou aproximadamente em 50% da votação dos candidatos de prefeito Neto Carvalho, Erlanio Xavier para federal e de seu filho João Igor para deputado estadual.

Durante a fase final da campanha, o que se ouvia nos bastidores era que os candidatos do grupo de Marcio Machado iriam dar um “capote” – o dobro dos votos – nos candidatos do prefeito Neto Carvalho. Não foi isso que ocorreu, muito pelo contrário.

Certamente, esse resultado não deixa MM nem mais forte nem mais fraco do que já era politicamente, antes do pleito.

Creditar a votação do sobrinho do governador Brandão a liderança do ex-SEGOV em Araioses é puro delírio, já que Orleans Brandão foi apoiado pelo grupo do prefeito Neto Carvalho, pelo grupo do Marcio Machado e pelo grupo de Dadá Coutinho.

Em Araioses, ele não tinha como perder para Eduardo Braide, o governador eleito.

Os recursos financeiros utilizados na campanha pelos dois grupos foram semelhantes e não me venham com essa conversa para boi dormir, de que os votos dos candidatos dos grupos foram espontâneos.

A saída de Marcio Machado da Secretaria Estadual de Governo – SEGOV, para a Secretaria de Monitoramento de Ações Governamentais – SEMAG, nada tem a ver com o desempenho dele na recém-findada campanha estadual.

Como já dizem comentaristas políticos em São Luís, a exoneração de Marcio Machado da SEGOV, ocorrida nesta quarta-feira (7/10), três dias após a eleição, levanta suspeita de uma possível sabotagem nas ações de transição, em outras palavras, dificultar informações importantes a equipe de transição do governo Braide.

Nada da falta de prestígio, mesmo sendo do conhecimento de todos que a SEMAG está muito a quem do poder de fogo da SEGOV. Márcio Machado só está seguindo o roteiro traçado por Carlos Brandão.

Em final de governo, Brandão há de se ocupar apenas em desocupar as gavetas, já que se não fez o que deveria ter feito não vai ser agora que a coisa vai.

Simples assim!

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