28 janeiro, 2026

Contrato com BRB motiva troca de farpas em sessão do TJMA

Confronto público entre magistrados maranhenses é o primeiro desde que o escândalo do Banco Master veio à tona, expondo o BRB a um rombo inicial superior a R$ 2,6 bilhões.

Desembargadores Paulo Velten e Froz Sobrinho

Nesta quarta-feira, 28, durante a sessão do Órgão Especial, desembargador Froz Sobrinho, atual presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), e seu antecessor, desembargador Paulo Velten, trocaram farpas. O motivo foi a transferência dos depósitos judiciais da Corte do Banco do Brasil (BB) para o Banco de Brasília (BRB), instituição envolvida nas investigações sobre operações financeiras com o Banco Master. As informações são de Isaias Rocha.

O desentendimento ocorreu após Froz Sobrinho trazer à pauta da sessão um convite para discutir medidas ligadas ao contrato e convidou os outros magistrados para um encontro com representantes do banco.

Na ocasião, Paulo Velten interrompeu a fala do colega, questionando a maneira como o processo foi conduzido e afirmando que a medida não foi submetida ao colegiado. De acordo com Velten, a decisão de efetuar a migração foi unicamente de Sobrinho.

“Presidente, se Vossa Excelência me permite, em relação à convocação para participar disso, com todo respeito, não me sinto responsável por essa decisão de migração, que foi exclusiva de Vossa Excelência e não submetida ao colegiado”, declarou.

Em sua réplica, Froz contestou, afirmando que não se tratava de convocação, mas de um convite para que os demais magistrados acompanhassem as discussões. O chefe do Judiciário maranhense defendeu o contrato e explicou o que motivou a opção pelo BRB.

Contudo, Velten respondeu com uma réplica e descartou participar a reunião. “Essa foi uma medida muito séria, e agora nós vamos dividir responsabilidades? Não me sinto responsável por essa decisão. Agradeço o convite, mas já aviso que não participarei”, reagiu o antecessor de Froz.

O confronto público entre o presidente e o ex-presidente do TJMA é o primeiro envolvendo o caso desde que o escândalo do Banco Master veio à tona, expondo o BRB a um rombo inicial superior a R$ 2,6 bilhões.


Nenhum comentário:

Postar um comentário