05 agosto, 2026

Buriticupu terá auditoria a pedido do deputado Hildo Rocha em obras inacabadas

Hildo Rocha (MDB-MA) apresentou uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para que a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados e o Tribunal de Contas da União (TCU) realizem, em conjunto, uma auditoria completa no convênio firmado entre o município de Buriticupu e o Governo Federal, cujo objeto é a construção de um estádio de futebol na sede do município.

Vistoria

Hildo Rocha informou que realizou uma vistoria in loco e constatou que a obra se encontra inconclusa e abandonada, sem que haja esclarecimento sobre a aplicação dos recursos destinados pelo deputado, por meio de emenda parlamentar impositiva.

“O deputado tem o poder de apresentar emenda, porque tem o poder de legislar, apresentando emendas à Lei Orçamentária da União. Mas o deputado tem o dever de fiscalizar a aplicação dos recursos destinados por ele. Eu faço isso quando recebo denúncias de malversação do dinheiro público, principalmente de emendas de minha autoria”, declarou.

Estádio de futebol

Sobre o estádio de futebol, o parlamentar relatou ter encontrado apenas parte da estrutura construída, apesar de 100% dos recursos já terem sido destinados.

“Só existe um pedaço de arquibancada, um pedaço de vestiário. Até a grama que já tinha sido colocada foi totalmente retirada. A obra está inconclusa e, até agora, não se sabe o destino dos recursos que destinei para fazer um estádio de futebol”, afirmou.

A Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) nº 17/2026 é o início do processo de fiscalização. O parlamentar ressaltou que sua atuação busca assegurar que os investimentos públicos resultem em benefícios efetivos para a população.

“Sou um deputado que destina emenda e quer benefício para o povo. Eu não quero propina, não indico construtora para ninguém, a fiscalização tem que auditar desde a licitação e saber para quem foram destinados os recursos. A meu ver trata-se no mínimo de improbidade administrativa, pois está claro o prejuízo ao erário público e prejuízo à população que poderia ter à sua disposição um centro esportivo”, enfatizou.

Escola

O deputado também denunciou a paralisação da construção de uma escola destinada a atender moradores de um conjunto habitacional com cerca de 500 residências. Segundo ele, enquanto o prédio permanece inacabado, os estudantes são obrigados a frequentar aulas em instalações improvisadas.

“As crianças estão estudando num barracão. A obra está com as paredes levantadas pela metade, mas foi interrompida. O prefeito não disse em que os recursos foram utilizados”, declarou.

Além da PFC referente ao estádio, Hildo Rocha informou que apresentou uma segunda proposta de fiscalização, sob o nº 18/2026, para investigar a aplicação dos recursos destinados à construção da escola. Ele defendeu a correta aplicação dos recursos públicos.

“Eu fiz estas duas PFCs porque, quando destino recursos para fazer uma obra, quero que ela seja executada e sirva bem ao povo para o qual destinei o benefício. Talvez o prefeito tenha cometido mais do que improbidade; a auditoria vai concluir se houve, inclusive, peculato”, concluiu.

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