14 agosto, 2026

Hildo Rocha: onde o trabalho deixa marcas, o povo não esquece

Há uma diferença considerável entre aparecer em uma comunidade durante uma campanha eleitoral e ser lembrado nela por aquilo que foi realizado ao longo de um mandato. A primeira situação produz fotografia. A segunda produz memória. A recente passagem do deputado federal Hildo Rocha por comunidades rurais de Barra do Corda oferece um exemplo interessante dessa diferença.

Em Campo São Francisco, Boa Sorte, Ipiranga e Barro Branco, o parlamentar foi recebido por moradores e lideranças locais. Em comum, um detalhe chamou atenção: em vez de apenas ouvir pedidos e receber cumprimentos, Hildo Rocha ouviu pessoas falando sobre ações que, segundo elas, já fazem parte da realidade dessas comunidades. Esse tipo de reconhecimento tem um peso político que não deve ser subestimado.

Boas lembranças

No povoado Ipiranga, a conhecida líder comunitária Nega do Ipiranga fez questão de lembrar a trajetória do deputado na localidade. Seu relato não foi construído em torno de promessas, mas de lembranças.

Ela contou que, anos atrás, quando surgiu a notícia de que Hildo Rocha iria ao Ipiranga, houve até quem duvidasse. Afinal, como ela própria recordou, não era comum um deputado federal aparecer por ali, principalmente em anos que não tem eleição. Hildo apareceu. E, na avaliação de Nega, a visita não terminou quando o parlamentar deixou a comunidade. Vieram depois ações que ela fez questão de enumerar: o calçamento da Rua Grande; a chegada da telefonia móvel, iniciativa que beneficia outros povoados da região; uma casa de farinha; equipamentos e, posteriormente, o tão sonhado asfalto.

É aí que a política começa a ficar interessante. Porque existe uma diferença entre dizer que se trabalha por uma comunidade e conseguir apontar aquilo que efetivamente mudou nela.

Nega poderia ter feito um discurso genérico. Poderia ter falado apenas de amizade, simpatia ou gratidão. Preferiu fazer outra coisa: apresentou uma espécie de inventário das realizações de Hildo Rocha no Ipiranga.

Sonho adiado, saúde prejudicada

A População do Ipiranga já poderia estar comemorando outra grande conquista que é a água tratada dentro de casa. Hoje a água fornecida pela prefeitura de Barra do Corda é captada do Rio Mearim e entregue nas casas sem o tratamento adequado de purificação da água, ocasionando várias doenças nos moradores da comunidade. Hildo Rocha destinou cinco milhões de reais para a prefeitura de Barra do Corda construir uma estação de tratamento de água; nova adutora; reservatório de água e nova rede de distribuição de água. Esses recursos foram liberados pelo Ministério das Cidades desde o ano de 2023 ao município de Barra do Corda. Entretanto, o prefeito Rigo Teles ainda não quis construir a obra.

Em política, memória também é patrimônio

Quem vive em uma comunidade rural sabe perfeitamente a diferença entre uma promessa e uma obra. Sabe distinguir o político que aparece para pedir apoio daquele que volta para prestar contas. Sabe quem chegou apenas com discurso e quem conseguiu abrir portas em Brasília para transformar reivindicações locais em investimentos.

Por isso, uma frase pronunciada por Nega merece ser destacada: “um verdadeiro líder não é aquele que deixa marca por onde passa. Ele nunca será esquecido.”

A frase talvez seja mais reveladora do que qualquer discurso preparado por assessoria. Porque uma liderança comunitária não fala apenas para uma plateia. Fala a partir da própria experiência. E, quando essa experiência está associada a obras, serviços e melhorias visíveis, a avaliação política ganha outra dimensão.

O episódio também ajuda a compreender uma realidade frequentemente esquecida pelas disputas eleitorais: Barra do Corda não termina onde acaba o perímetro urbano. Existe uma extensa zona rural, formada por comunidades que convivem diariamente com problemas de infraestrutura, mobilidade, abastecimento, comunicação e acesso a serviços públicos.

Nesses lugares, conquistas aparentemente pequenas podem ter um significado enorme. Um quilômetro de asfalto pode representar anos de espera. Uma rede de telefonia pode mudar a relação de uma comunidade com o restante do município. Um equipamento pode significar renda e autonomia para dezenas de famílias. Um calçamento pode parecer uma obra simples para quem olha de fora, mas representa uma transformação completa para quem enfrenta lama no inverno e poeira no verão.

É justamente por isso que o reconhecimento de Nega do Ipiranga merece ser observado com atenção. Ela não estava falando de um parlamentar que conhece o Ipiranga apenas pelo mapa. Estava falando de alguém que, segundo seu relato, esteve lá por várias vezes, ouviu as demandas e deixou resultados que a comunidade consegue identificar.

E essa talvez seja uma das diferenças mais importantes entre política de ocasião e atuação política permanente. Na política de ocasião, o eleitor é lembrado quando chega a eleição. Na política baseada em trabalho, o eleitor se lembra do político mesmo quando não há eleição.

A recente passagem de Hildo Rocha pelas comunidades rurais de Barra do Corda parece ter produzido justamente esse segundo efeito. Em diferentes localidades, lideranças fizeram questão de destacar ações já realizadas pelo parlamentar.

Pode-se discutir política. Pode-se discordar de posições. Pode-se questionar escolhas e estratégias. Mas existe algo que nenhum discurso consegue apagar com facilidade: aquilo que permanece no cotidiano das pessoas.

No Ipiranga, Nega resumiu essa percepção de maneira direta: “aqui dentro do Ipiranga tem a sua marca.” É uma frase que vale mais do que um elogio. É uma avaliação política feita por quem mora no lugar. E talvez seja essa a medida mais exigente de um mandato: não o tamanho do discurso produzido em um palanque, mas o tamanho da marca deixada na comunidade.

No fim das contas, campanhas passam. Promessas passam. Discursos passam. O que permanece é aquilo que o povo consegue enxergar, usar e lembrar.

Hildo Rocha destaca nova conquista dos professores e lembra defesa histórica por uma regra justa de reajuste

Hildo Rocha (MDB-MA) destacou a nova conquista dos professores da educação básica com a mudança nas regras do piso salarial nacional da categoria. Para ele, além de representar valorização profissional, a medida incorpora uma sistemática de reajuste que corresponde a uma posição que já vinha defendendo anteriormente.

Hildo Rocha destacou que a conquista beneficia justamente os profissionais responsáveis pela formação das novas gerações e lembrou que o trabalho dos professores está diretamente ligado ao desenvolvimento do Maranhão e do Brasil.

“Valorizar o professor não é fazer favor, é respeito. Todo o conhecimento que existe do Maranhão passou por uma sala de aula”, destacou.

Regra defendida por Hildo prevaleceu

Ao comentar a nova sistemática de reajuste, Rocha também fez questão de recordar sua atuação em defesa de uma regra que assegurasse maior previsibilidade para a atualização do piso.

“Regra essa que eu sempre defendi, e fui atacado por isso. Agora, finalmente, estão reconhecendo que eu tinha razão. Claro que eu trabalhei pela aprovação dessa medida na Câmara”, afirmou.

Para Hildo Rocha, a previsibilidade na evolução dos vencimentos representa mais do que uma questão financeira: significa segurança para que os profissionais possam planejar suas vidas.

“A lei garante previsibilidade no salário, isso é dignidade no planejamento de vida”, destacou.

Reajustes anuais

A nova regra estabelecida para o piso nacional dos professores prevê reajustes anuais segundo critérios vinculados à inflação e ao desempenho das receitas do Fundeb, buscando assegurar uma atualização permanente dos vencimentos da categoria.

Para Hildo Rocha, a mudança representa um avanço que vai além da atualização de um valor salarial. Na avaliação dele, estabelecer uma regra permanente de reajuste significa reconhecer a importância de quem está na base de toda formação profissional e garantir aos professores melhores condições para planejar o futuro.

“Um país que paga mal quem ensina está escolhendo aprender de um jeito difícil. Educação é a obra mais importante que existe. E ela não é feita de cimento, é feita de gente”, afirmou Hildo Rocha.

Farmácia Popular pode oferecer exames e testes rápidos

Programa vai criar unidades volantes em regiões ribeirinhas

Foto: Arquivo Agência Brasil

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Uma nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, publicada esta semana, prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e a melhoria do monitoramento do serviço.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que um grupo de trabalho vai discutir a oferta de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico.

Segundo a pasta, também será avaliado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando critérios como densidade demográfica e priorizando periferias de grandes centros.

Para locais com maior dificuldade logística, como regiões ribeirinhas, será estudada a possibilidade de estruturas alternativas para assistência, como unidades volantes ou avançadas de atendimento.

Ainda de acordo com o ministério, o uso de inteligência artificial poderá permitir a identificação de pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, reforçando o combate a fraudes no programa.

“A oferta efetiva das ações está condicionada às avaliações técnicas nos estados e municípios, pesquisa sanitária e assistencial, de acordo com a necessidade de cada território”, completou a nota.

Unidades credenciadas

De forma imediata, a atualização da portaria do Farmácia Popular traz o aprimoramento do controle e o monitoramento das unidades credenciadas, com foco em gestão de risco.

“O novo modelo visa aprimorar o controle e o monitoramento do programa por meio de sanções administrativas proporcionais à gravidade da situação, com suspensão automática em casos de risco alto ou muito alto”, informou o ministério.

A adoção de sistemas automatizados e a digitalização de dados e processos, segundo a pasta, também vão permitir maior acompanhamento do serviço.

Ainda segundo a nota, o sistema responsável pela dispensação de insumos passará por atualizações para reforçar a segurança, a rastreabilidade e a integração de informações, além de incorporar novas ferramentas digitais.

O programa

O Farmácia Popular oferece, gratuitamente, um total de 41 itens de saúde, incluindo fraldas geriátricas, absorventes higiênicos e medicamentos para diversas condições, como hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson e glaucoma.

Atualmente, o programa registra 28 mil farmácias credenciadas e está presente em mais de 4,9 mil municípios, com cobertura de 97% da população brasileira. Em 2025, dados do ministério indicam que 27,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo serviço.

13 agosto, 2026

TBT: Quando a água chegou às torneiras do Abacaxi, em Barra do Corda

Há obras que representam mais do que concreto, tubos e equipamentos. Representam a diferença entre esperar e ver um problema finalmente ser enfrentado. É o caso do Sistema de Abastecimento de Água do povoado Abacaxi, na zona rural de Barra do Corda, inaugurado em dezembro de 2018.

O registro merece ser revisitado porque revela uma faceta importante da atuação de Hildo Rocha: a capacidade de transformar uma demanda apresentada por uma comunidade em uma obra efetivamente entregue.


Durante anos, os moradores do Abacaxi conviveram com dificuldades para ter acesso regular à água. A situação chegou ao parlamentar por meio de Aristides Milhomem e do líder comunitário Nonato, que buscaram apoio para encontrar uma solução. A partir daí, Hildo Rocha articulou a implantação do sistema junto à Codevasf, utilizando recursos destinados à companhia no âmbito do programa Água Para Todos, do Governo Federal. O resultado foi a instalação do sistema que passou a levar água às torneiras das famílias da comunidade.

Mais do que uma obra, o episódio ajuda a entender uma diferença que costuma separar o discurso político da atuação concreta: há quem prometa resolver e há quem consiga transformar uma reivindicação em resultado.

Foi justamente essa percepção que marcou o depoimento de Domingas Cabral, uma das beneficiadas pelo sistema.

A declaração sintetiza o sentimento de parte da comunidade diante da chegada de uma estrutura que, para quem vive na zona rural, representa uma mudança concreta na rotina e na qualidade de vida.

O presidente da Associação dos Moradores do Povoado Abacaxi, Nonato, também destacou o esforço para tirar o projeto do papel:


“Estamos satisfeitos. O deputado Hildo Rocha lutou muito e conseguiu trazer esse grande benefício para a nossa comunidade. A gente só tem a agradecer ao deputado Hildo Rocha e a todas as pessoas que ajudaram a realizar esse sonho.”

O ato de inauguração foi presidido pelo então superintendente da Codevasf no Maranhão, Jones Braga, e contou com a participação de Aristides Milhomem, representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Dr. Fonseca, lideranças locais e moradores.

O tempo passou, mas a imagem permanece atual: quando uma comunidade apresenta uma necessidade básica e a política consegue produzir uma resposta concreta, o resultado deixa de ser apenas discurso e passa a fazer parte da vida das pessoas.

12 agosto, 2026

Hildo Rocha leva a Cumã a confirmação de 50 casas e transforma sonho da moradia em realidade próxima

A visita do Hildo Rocha à comunidade de Cumã, em Guimarães, teve um significado que vai muito além de uma agenda política. Diante de casas de taipa, paredes sem acabamento, cortinas improvisadas fazendo as vezes de portas e famílias que há anos convivem com limitações que atravessam gerações, o parlamentar levou uma notícia capaz de mudar concretamente a vida de 50 famílias: as moradias do Minha Casa, Minha Vida estão cada vez mais próximas de sair do papel. A seleção das 50 famílias é resultado de uma articulação que envolveu Hildo Rocha, o ex-prefeito Osvaldo Gomes e a vereadora Jenille Brito.

Da política pública à transformação da vida


A ação realizada por Hildo Rocha em favor de famílias de baixa renda que ainda vivem em casas precárias mostra, de forma particularmente concreta, como uma política habitacional ganha verdadeiro significado quando alcança pessoas que, sozinhas, dificilmente conseguiriam superar as barreiras financeiras que impedem a realização do sonho da casa própria.

A dimensão humana da conquista

O contato direto com as famílias que deu dimensão humana à conquista. Durante a visita, Hildo Rocha conheceu as condições em que vivem os futuros beneficiários e ouviu relatos que revelam uma realidade ainda presente em muitas comunidades maranhenses: famílias que trabalham de sol a sol e, mesmo assim, não conseguem reunir recursos suficientes para construir uma casa de alvenaria.

“Infelizmente, muitos maranhenses ainda não têm uma casa digna, uma casa adequada para residir”, comentou o deputado.

Em uma das casas visitadas, uma mãe contou que cria quatro filhos naquele imóvel. A realidade chamou a atenção do parlamentar, que destacou como a renda familiar acaba sendo consumida pelas necessidades básicas.


“Aqui só tem a porta da frente da casa, internamente não tem portas, usam cortinas como portas porque eles têm dificuldade de fazer uma casa adequada. O dinheiro que eles ganham tem que alimentar quatro filhos, tem que vestir quatro filhos, tem que dar estudo para quatro filhos. Então, tudo é muito difícil para eles”, observou Hildo Rocha.

É justamente nesse ponto que a conquista das 50 moradias ganha maior significado. Para as famílias beneficiadas, a nova casa representa muito mais do que uma construção de alvenaria. Significa segurança, conforto, privacidade e melhores condições para criar os filhos.

As casas serão de alvenaria, rebocadas e pintadas, com cobertura de telha cerâmica, piso cerâmico, dois quartos, banheiro, sala, cozinha, terraço e área de serviço.


“A minha alegria será maior quando essas famílias estiverem morando em casas dignas. O que faz com que eu busque o dinheiro para fazer as casas, é porque eu conheço a realidade do Maranhão. Eu ando constantemente na zona rural, ando na periferia das cidades, vendo as reais condições de moradia”, afirmou Hildo Rocha.

Articulação política que chega à ponta

O ex-prefeito Osvaldo Gomes destacou que a necessidade de moradias não é uma situação isolada, mas uma realidade encontrada em diferentes comunidades do município.

“São muitas famílias, muitas pessoas, tanto aqui no distrito de Cumã quanto na sede e em outros povoados, que vivem em situação precária e precisam, portanto, de casas dignas.”

Para Osvaldo, a articulação com Hildo Rocha representa uma oportunidade de transformar uma reivindicação antiga em uma conquista concreta.

“É uma luta que a gente tem há muito tempo para conseguir casas. Felizmente, através do deputado, conseguimos avançar e hoje 50 famílias desta comunidade estão perto de ver o sonho da casa própria se tornar realidade”, declarou Osvaldo.

A vereadora Jenille Brito também ressaltou a importância da articulação com o deputado Hildo Rocha para que o projeto chegasse ao município.

“Guimarães só tem a agradecer por essa conquista. As famílias agradecem. Nós também gostaríamos de agradecer ao pontapé inicial do nosso ex-prefeito, o professor Osvaldo Gomes, que foi de suma importância para que tenha chegado até nós este benefício. A palavra é gratidão”, declarou Janile.

Uma conquista que muda perspectivas

A dimensão dessa conquista aparece de maneira ainda mais clara nos depoimentos das próprias beneficiárias.

Gabriele, por exemplo, revelou que chegou a acreditar que continuaria vivendo, por muitos anos, em uma casa de taipa, porque não tinha condições financeiras para construir uma moradia de alvenaria.

“Era um sonho ter minha casa de tijolo. Mas isso nunca foi possível. Conseguimos, com muito sacrifício fazer uma casa de taipa. E agora eu estou muito feliz que eu vou ganhar a minha casinha de tijolo. Obrigada, deputado Hildo Rocha, porque o senhor vai realizar um sonho meu, que era ter minha casa de tijolo”, comemorou Gabriele.

Dinailde, outra moradora que será beneficiada pela ação de Hildo Rocha, também contou que durante muito tempo acreditou que precisaria construir sua casa aos poucos, comprando material conforme as possibilidades financeiras da família.

“Nosso plano era comprar, aos poucos, o material, tijolo, telha e tudo que é preciso para construir uma casa de boa qualidade. Mas nunca conseguimos fazer isso, porque o dinheiro que a gente ganha nunca dá. Agora, graças ao trabalho do deputado Hildo Rocha, com o apoio do ex-prefeito Osvaldo e da vereadora Jenille, nós vamos ganhar a casa com que a gente tanto sonhava”, comemorou Dinailde.

Os depoimentos são reveladores porque mostram que, para quem vive naquela realidade, uma casa popular não é uma estatística. É o lugar onde os filhos vão dormir com mais segurança, onde a chuva não representa uma ameaça e onde a família pode finalmente começar a pensar no futuro.

11 agosto, 2026

PSB expulsa prefeito de Campestre do Maranhão após ameaça de demitir servidores que não votarem em Flávio Bolsonaro


Por John Cutrim

A Executiva Estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu expulsar dos quadros da legenda o prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Oliveira da Silva, conhecido como Fernando Bermuda, após as declarações e manifestações políticas atribuídas ao gestor durante o processo eleitoral de 2026. Isso por que o prefeito teria ameaçado demitir funcionários municipais que não apoiarem Flávio Bolsonaro (PL) na votação em outubro.

A decisão consta na Resolução nº 008/2026, assinada pela direção estadual do PSB. O documento foi aprovado em reunião extraordinária realizada no último sábado (8) e registra que a deliberação ocorreu por unanimidade entre os membros presentes.

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Segundo a resolução, Fernando Bermuda cometeu “grave infidelidade partidária” ao atuar politicamente em favor de candidatos de outras agremiações, contrariando as orientações das instâncias dirigentes do PSB. O partido afirma que as manifestações do prefeito não se limitaram a uma preferência eleitoral individual, mas representaram uma atuação organizada em benefício de candidaturas de outros partidos.

A medida ocorre após a divulgação de mensagens atribuídas ao prefeito nas quais ele teria ameaçado servidores municipais que não apoiassem candidatos de sua preferência. Entre as declarações divulgadas está a afirmação de que quem votasse no presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia perder o emprego após a eleição.

O caso ganhou repercussão nacional após reportagem revelar mensagens encaminhadas por Fernando Bermuda em grupos e canais de transmissão. Também circulou uma música produzida com inteligência artificial associando a permanência de servidores nos cargos ao apoio político ao candidato Flávio Bolsonaro.

Para o prefeito de Campestre do Maranhão, as mensagens que têm circulado em grupos da cidade são uma explicação do seu “ponto de vista sobre a política” e de como o município pode ser afetado com a manutenção do atual governo federal.

Campestre do Maranhão recebeu mais de R$ 185 milhões em recursos federais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Mesmo assim, Bermuda disse enfrentar problemas de ordem orçamentária em sua administração, que podem continuar caso Lula seja eleito para um quarto mandato.

Por isso, o prefeito prevê cortes no governo local em caso de derrota dos políticos que recebem seu apoio — que devem atingir, primeiramente, simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

PSB aponta afronta à direção nacional

Na resolução, o PSB destaca que a gravidade da conduta seria ampliada pelo fato de Fernando Bermuda exercer um mandato majoritário conquistado pela legenda. Para o partido, o cargo impõe ao prefeito um dever ainda maior de fidelidade às decisões e orientações partidárias.

A direção estadual também afirma que a atuação do prefeito contrariou a estratégia política nacional do PSB para as eleições de 2026, incluindo o apoio da legenda à candidatura de Geraldo Alckmin à Vice-Presidência da República.

O documento cita ainda dispositivos do Estatuto do PSB que estabelecem como dever dos filiados apoiar os candidatos indicados pelas instâncias partidárias, cumprir as decisões da legenda e observar a disciplina interna.

Expulsão e cancelamento da filiação

No artigo 1º da resolução, o PSB formaliza a expulsão de Fernando Bermuda com fundamento no artigo 9º, alínea “g”, do Estatuto Partidário. A decisão determina também o cancelamento da filiação partidária do prefeito.

Entre os fatores considerados para a aplicação da punição estão a condição de prefeito eleito pelo PSB, a atuação em favor de candidaturas de outras siglas, a afronta às orientações da direção estadual e nacional, a repercussão pública das declarações e o impacto sobre a estratégia eleitoral nacional da legenda.

A resolução também menciona que as condutas atribuídas ao prefeito apresentam, em tese, características de possíveis ilícitos eleitorais, incluindo abuso do poder político. O próprio documento ressalta, porém, que eventual apuração e julgamento desses fatos cabem à Justiça Eleitoral.

Com a decisão, a Executiva Estadual determinou que a expulsão seja comunicada à Direção Nacional, à Executiva Nacional e aos demais órgãos partidários para as providências administrativas e estatutárias cabíveis.

A resolução tem validade a partir de sua aprovação, em 8 de agosto de 2026.

Irmãs condenadas por homicídio em Matinha são presas em Rosário

Kelrry Mouzinho, de 25 anos, foi morta a golpes de faca em Matinha (MA) — Foto: Arquivo pessoal/Reprodução


A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, na manhã desta segunda-feira (10), em Rosário, duas irmãs condenadas pelo assassinato de uma mulher, ocorrido em 2019, no município de Matinha.

As prisões foram determinadas pela Justiça para o cumprimento das penas impostas às duas mulheres.

Segundo as investigações, as irmãs participaram do assassinato de uma mulher em 2019, em Matinha. A vítima foi morta a golpes de faca.

As duas foram julgadas pelo Tribunal do Júri e condenadas por homicídio. Uma recebeu pena de 16 anos de reclusão, e a outra, de 18 anos e oito meses.

Após as prisões, as mulheres foram encaminhadas para os procedimentos legais e ficaram à disposição da Justiça para o cumprimento das penas.

Lula quer ex-auxiliar de Dino fora da disputa pelo governo do DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escalou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para tentar resolver o impasse entre partidos de esquerda na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Segundo a CNN Brasil, Alckmin conversou com Ricardo Cappelli (PSB) a pedido do presidente, em uma articulação interpretada como tentativa de retirar o socialista da corrida eleitoral.

O socialista foi auxiliar de Flávio Dino, hoje ministro do STF, no Governo do Maranhão, e secretário-executivo do magistrado quando da sua passagem pelo Ministério da Justiça.

O PT lançou Leandro Grass como candidato ao Palácio do Buriti, em uma chapa com o PSOL. As candidaturas ao Senado são de Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT). Com a composição já definida, o PSB ficou sem espaço na aliança e oficializou Cappelli como candidato ao governo em convenção realizada no dia 3 de agosto.

De acordo com a CNN, Cappelli já havia sido procurado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva. Na conversa, ocorrida no sábado anterior à convenção, o dirigente petista tentou convencê-lo a desistir da disputa, mas a proposta foi rejeitada.

Cappelli teria afirmado a interlocutores que Lula nunca o procurou pessoalmente para discutir a retirada da candidatura. Durante a convenção do PSB, o presidente chegou a manifestar interesse em conversar diretamente com o candidato, mas o diálogo não ocorreu.

Ainda conforme a apuração, Cappelli enviou uma mensagem a Lula defendendo a manutenção de sua candidatura. No relato encaminhado a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente, o candidato sustentou que uma composição de unidade deveria incluir todos os partidos de esquerda.

Cappelli também defendeu que a definição do nome para liderar a chapa seja feita a partir da capacidade de cada candidato de ampliar eleitoralmente o campo governista. O PSB afirma há meses que pretende disputar o Governo do Distrito Federal com candidatura própria.

Via Gilberto Léda

Hildo Rocha deixa mandato na Câmara dos Deputados apresentando balanço de resultados e mira retorno ao legislativo federal

Hildo Rocha (MDB) encerra sua passagem na Câmara dos Deputados apresentando um balanço que, em sua avaliação, demonstra que o tempo de mandato não é sinônimo de tamanho da atuação.

Foram só dois anos e dois meses no exercício do mandato, período marcado pela aprovação de propostas legislativas de sua autoria e de outros parlamentares que ele ajudou a aprovar e pela destinação de recursos para municípios e para o Governo do Maranhão, por meio de emendas ao Orçamento da União.

Transparência e resultados

Ao fazer a prestação de contas, Hildo Rocha procurou estabelecer também uma diferença entre sua forma de atuação e práticas políticas que critica. Segundo ele, os recursos destinados ao Maranhão foram viabilizados sem cobrança de propina e sem indicação de empresas responsáveis pela execução de obras ou serviços.


“Fiz emendas ao Orçamento da União para levar recursos para vários municípios e para o Governo do Maranhão, sem pedir propina e nem indicar construtoras ou prestadoras de serviços, como muitos fazem. Alguns até me chamam de abestado por agir dessa forma, dizendo que o eleitor vota por interesse individual, que tem de ter dinheiro para realizar essas ações individuais, mas prefiro, ainda, fazer a boa política, que é a política com zero por cento de corrupção”.

Experiência administrativa como principal credencial

Hildo Rocha e o ex-ministro das Cidades, Jader Filho: mesmo após deixar a Secretaria-Executiva do Ministério, o parlamentar manteve interlocução com a pasta e continuou trabalhando pela conclusão de projetos habitacionais que ajudou a estruturar e deixar encaminhados durante sua gestão.

Hildo Rocha também recorreu à própria trajetória para sustentar sua pretensão de voltar ao Congresso Nacional. Antes de reassumir o mandato de deputado, em junho de 2024, ele trabalhou no Ministério das Cidades, entre janeiro de 2023 e maio de 2024, tendo ocupado o cargo de secretário executivo.

No cargo de secretário executivo ele teve atuação fundamental na retomada do programa Minha Casa Minha Vida e na implantação do PAC das Cidades. O balanço apresentado pelo parlamentar inclui mais de 40 mil novas moradias destinadas aos maranhenses, R$ 1,4 bilhão para obras de abastecimento de água e recursos para pavimentação e drenagem em municípios do estado, incluindo São Luís.

Hildo Rocha e o atual ministro das Cidades, Vladimir Lima: a saída do Ministério não interrompeu a atuação do parlamentar em defesa dos projetos habitacionais que ajudou a viabilizar. Desde então, Rocha tem mantido diálogo com a pasta e buscado garantir a continuidade e a conclusão das iniciativas deixadas em andamento.

O argumento político é claro: Hildo Rocha apresenta sua passagem pelo Executivo federal como uma extensão de sua atuação parlamentar — menos centrada em polarizações e mais associada à capacidade de levar benefícios para a população maranhense.

“Ficha limpa” como ativo político

Outro ponto central do pronunciamento foi a defesa de seu histórico de gestão pública.

Hildo Rocha afirmou que as contas de sua gestão no Ministério das Cidades foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União e destacou ter acumulado 19 anos como ordenador de despesas públicas sem rejeição de contas.

Atuação nas comissões: Hildo Rocha teve participação de destaque nos colegiados da Câmara dos Deputados, onde exerceu funções de liderança e presidiu comissões responsáveis por discutir temas estratégicos para o país, como infraestrutura, transportes, saneamento, segurança pública e reforma tributária. À frente desses espaços, conduziu debates, audiências públicas e a análise de propostas de impacto nacional.

A trajetória citada pelo deputado inclui ainda dois mandatos como prefeito, duas passagens como secretário de Estado e o exercício da presidência da Câmara Municipal de Cantanhede.

“Sou ficha limpa, mesmo já tendo sido presidente de Câmara, duas vezes prefeito, duas vezes secretário de Estado e ordenador de despesas do Ministério das Cidades, acumulando 19 anos de ordenação de despesas públicas sem nenhuma rejeição de contas.”

Politicamente, o argumento funciona como uma espécie de cartão de visitas para uma nova disputa eleitoral: experiência, passagem pelos três níveis da administração pública brasileira e, segundo o próprio parlamentar, ausência de contas rejeitadas.

Uma nova candidatura no horizonte

Hildo Rocha voltou à Câmara dos Deputados em junho de 2024 na vaga da deputada Roseana Sarney, para trabalhar a reforma tributária representando o MDB. Mesmo tendo obtido 96 mil votos nas eleições de 2022, o que lhe colocou em 11º colocado de 18 deputados, ficou na suplência, faltando apenas dois mil votos para que o partido fizesse o segundo deputado da legenda.

Durante sua permanência na Câmara, foi um dos sete deputados que compuseram o grupo de trabalho que apreciou e melhorou o projeto de lei complementar do executivo federal que regulamentou a reforma tributária da base do consumo. Também participou da comissão especial que reformou a legislação do Imposto de renda.

Com o retorno de Roseana Sarney ao mandato, após concluir seu tratamento de saúde, Hildo Rocha voltou à condição de suplente. Mas o encerramento do mandato não parece significar o encerramento do projeto político.

Ao afirmar que está “pronto” para representar novamente os maranhenses no Congresso Nacional, o deputado transforma o balanço de sua atuação em uma mensagem clara de que pretende voltar a Brasília e continuar a trajetória política que construiu ao longo dos últimos anos. “Estou pronto e quero representar você no Congresso Nacional.”

Mais do que uma despedida, o pronunciamento tem características de apresentação de credenciais. Hildo Rocha enumera resultados, relembra sua experiência administrativa, destaca a sua responsabilidade com o dinheiro público e, sobretudo, sinaliza que pretende continuar na disputa por espaço político no Maranhão.

A mensagem final é direta: o mandato terminou, mas o projeto político continua.

10 agosto, 2026

Juiz de Balsas é afastado por instalar câmeras em lâmpadas no gabinete e refeitório


O juiz do Trabalho Rui Oliveira de Castro Vieira foi afastado das funções sob suspeita de haver instalado em seu gabinete, na sala de audiências e corredores do fórum um sofisticado sistema de câmeras de vídeo e equipamentos de captação de áudio. A ordem que tirou Castro Vieira da atividade, em caráter liminar, foi dada no âmbito de uma reclamação disciplinar pelo ministro Vieira de Mello Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.

O magistrado atua na Vara do Trabalho de Balsas, município com cerca de 100 mil habitantes situado no extremo sul do Maranhão, a 800 quilômetros da capital São Luís. O procedimento que investiga Castro Vieira tem origem em correição ordinária no fórum quando foi identificada a instalação irregular e não autorizada dos dispositivos eletrônicos.

A informação sobre o afastamento do juiz foi divulgada pelo advogado Alex Ferreira Borralho, que mantém o site Direito e Ordem, e confirmada pelo Estadão. Segundo o relatório da equipe de segurança institucional do TST, os equipamentos encontravam-se instalados em ambientes sensíveis e de intensa circulação de pessoas – secretaria, sala de audiências, gabinete do juiz, sala de espera e refeitório – e possuíam captação de imagens em 360º, gravação de áudio e transmissão remota, via internet, para receptor externo.

Questionado, Castro Vieira confirmou ter adquirido e instalado, há alguns anos, sete dispositivos nas dependências da Vara, alegando que a medida visava o monitoramento da unidade, de forma a garantir a sua segurança, dos servidores e dos próprios jurisdicionados. Ele sustentou, ainda, que a existência do aparato era “pública e facilmente identificável”.