O caso das crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, tomou um rumo alarmante após revelações feitas por Clarice Cardoso, mãe dos pequenos Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos). No dia 4 de abril o desaparecimento completa 3 meses. Em desabafo público, Clarice denunciou que as autoridades interromperam o contato com a família e que as buscas parecem ter caído no esquecimento.
Mais grave ainda: a mãe cancelou entrevistas nacionais após sofrer supostas ameaças, segundo informou o jornalista Paulo Mathias, fato revelado por pessoas próximas que no entanto não falaram quem teria ameaçado e por quais motivos. O desaparecimento, que já dura meses, permanece sem respostas concretas, enquanto a família clama pela retomada das investigações.
Versões conflitantes
Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro junto com um primo, Anderson Kauã, de 8 anos. Apenas Anderson foi localizado, três dias depois, despido em uma área de floresta. Na época, a versão oficial das autoridades indicava que as crianças teriam se perdido sozinhas.
No entanto, Clarice apresentou uma versão conflitante baseada em conversas com o sobrevivente. Segundo ela, Anderson teria confessado que um homem retirou suas roupas e levou Ágatha e Allan. “Ele me falou: ‘não tia, foi um homem que tirou minha roupa, me deixou lá e levou a Belinha e o Michael'”, relatou a mãe, sugerindo a ação de terceiros no crime.
A angústia da família e a falta de suporte estatal
A falta de suporte estatal é o ponto central da angústia da família. Clarice Cardoso afirma que as mensagens enviadas aos investigadores não são mais respondidas e que as visitas da polícia à residência cessaram há cerca de três semanas. “Eles prometeram para mim que não iam parar, e hoje eu estou sem saber de nada”, protestou. O sentimento de abandono é agravado pelo medo, já que o cancelamento de conversas com a imprensa de grande alcance nacional teria ocorrido justamente por retaliações de pessoas ainda não identificadas, que estariam tentando silenciar a busca da mãe por justiça.
Investigações e o apelo por Justiça
Enquanto o caso segue sob mistério, a comunidade de Bacabal e defensores dos direitos da infância pressionam para que o poder público maranhense trate o episódio com a devida urgência. A hipótese de sequestro, levantada pelo depoimento da criança sobrevivente, muda drasticamente o foco das investigações, que antes eram tratadas apenas como um acidente em área de mata.
Clarice Cardoso mantém o apelo para que o nome de seus filhos não seja esquecido e que o Estado cumpra o dever de oferecer uma resposta definitiva sobre o paradeiro dos pequenos Ágatha e Allan.
O que se sabe do caso até agora?
Os irmãos Ágatha Isabelle (6) e Allan Michael (4) estão desaparecidos desde 4 de janeiro de 2026, após saírem para brincar em uma área de mata no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA). Apesar de intensas buscas por bombeiros e polícia, o caso completa dois meses sem pistas concretas, concentrando esforços no Rio Mearim e áreas de mata.
Pontos principais do caso:
- O fato: As crianças desapareceram junto com um primo, Anderson Kauã, 8 anos, que foi encontrado com vida três dias depois, em 7 de janeiro.
- Relato do sobrevivente: O primo indicou uma “casa caída” na mata como o último local onde viu as crianças. Ele chegou a auxiliar nas buscas.
- Buscas: A operação envolveu drones, cães farejadores, helicópteros e sonar. As buscas foram intensificadas no rio Mearim.
- Investigação: Um inquérito com mais de 200 páginas foi instaurado, mas até final de fevereiro, não havia pistas concretas do paradeiro.
- Suposta pista: Houve uma investigação sobre uma possível visualização das crianças em São Paulo em janeiro, mas sem confirmação.







