12 agosto, 2026

Hildo Rocha leva a Cumã a confirmação de 50 casas e transforma sonho da moradia em realidade próxima

A visita do Hildo Rocha à comunidade de Cumã, em Guimarães, teve um significado que vai muito além de uma agenda política. Diante de casas de taipa, paredes sem acabamento, cortinas improvisadas fazendo as vezes de portas e famílias que há anos convivem com limitações que atravessam gerações, o parlamentar levou uma notícia capaz de mudar concretamente a vida de 50 famílias: as moradias do Minha Casa, Minha Vida estão cada vez mais próximas de sair do papel. A seleção das 50 famílias é resultado de uma articulação que envolveu Hildo Rocha, o ex-prefeito Osvaldo Gomes e a vereadora Jenille Brito.

Da política pública à transformação da vida


A ação realizada por Hildo Rocha em favor de famílias de baixa renda que ainda vivem em casas precárias mostra, de forma particularmente concreta, como uma política habitacional ganha verdadeiro significado quando alcança pessoas que, sozinhas, dificilmente conseguiriam superar as barreiras financeiras que impedem a realização do sonho da casa própria.

A dimensão humana da conquista

O contato direto com as famílias que deu dimensão humana à conquista. Durante a visita, Hildo Rocha conheceu as condições em que vivem os futuros beneficiários e ouviu relatos que revelam uma realidade ainda presente em muitas comunidades maranhenses: famílias que trabalham de sol a sol e, mesmo assim, não conseguem reunir recursos suficientes para construir uma casa de alvenaria.

“Infelizmente, muitos maranhenses ainda não têm uma casa digna, uma casa adequada para residir”, comentou o deputado.

Em uma das casas visitadas, uma mãe contou que cria quatro filhos naquele imóvel. A realidade chamou a atenção do parlamentar, que destacou como a renda familiar acaba sendo consumida pelas necessidades básicas.


“Aqui só tem a porta da frente da casa, internamente não tem portas, usam cortinas como portas porque eles têm dificuldade de fazer uma casa adequada. O dinheiro que eles ganham tem que alimentar quatro filhos, tem que vestir quatro filhos, tem que dar estudo para quatro filhos. Então, tudo é muito difícil para eles”, observou Hildo Rocha.

É justamente nesse ponto que a conquista das 50 moradias ganha maior significado. Para as famílias beneficiadas, a nova casa representa muito mais do que uma construção de alvenaria. Significa segurança, conforto, privacidade e melhores condições para criar os filhos.

As casas serão de alvenaria, rebocadas e pintadas, com cobertura de telha cerâmica, piso cerâmico, dois quartos, banheiro, sala, cozinha, terraço e área de serviço.


“A minha alegria será maior quando essas famílias estiverem morando em casas dignas. O que faz com que eu busque o dinheiro para fazer as casas, é porque eu conheço a realidade do Maranhão. Eu ando constantemente na zona rural, ando na periferia das cidades, vendo as reais condições de moradia”, afirmou Hildo Rocha.

Articulação política que chega à ponta

O ex-prefeito Osvaldo Gomes destacou que a necessidade de moradias não é uma situação isolada, mas uma realidade encontrada em diferentes comunidades do município.

“São muitas famílias, muitas pessoas, tanto aqui no distrito de Cumã quanto na sede e em outros povoados, que vivem em situação precária e precisam, portanto, de casas dignas.”

Para Osvaldo, a articulação com Hildo Rocha representa uma oportunidade de transformar uma reivindicação antiga em uma conquista concreta.

“É uma luta que a gente tem há muito tempo para conseguir casas. Felizmente, através do deputado, conseguimos avançar e hoje 50 famílias desta comunidade estão perto de ver o sonho da casa própria se tornar realidade”, declarou Osvaldo.

A vereadora Jenille Brito também ressaltou a importância da articulação com o deputado Hildo Rocha para que o projeto chegasse ao município.

“Guimarães só tem a agradecer por essa conquista. As famílias agradecem. Nós também gostaríamos de agradecer ao pontapé inicial do nosso ex-prefeito, o professor Osvaldo Gomes, que foi de suma importância para que tenha chegado até nós este benefício. A palavra é gratidão”, declarou Janile.

Uma conquista que muda perspectivas

A dimensão dessa conquista aparece de maneira ainda mais clara nos depoimentos das próprias beneficiárias.

Gabriele, por exemplo, revelou que chegou a acreditar que continuaria vivendo, por muitos anos, em uma casa de taipa, porque não tinha condições financeiras para construir uma moradia de alvenaria.

“Era um sonho ter minha casa de tijolo. Mas isso nunca foi possível. Conseguimos, com muito sacrifício fazer uma casa de taipa. E agora eu estou muito feliz que eu vou ganhar a minha casinha de tijolo. Obrigada, deputado Hildo Rocha, porque o senhor vai realizar um sonho meu, que era ter minha casa de tijolo”, comemorou Gabriele.

Dinailde, outra moradora que será beneficiada pela ação de Hildo Rocha, também contou que durante muito tempo acreditou que precisaria construir sua casa aos poucos, comprando material conforme as possibilidades financeiras da família.

“Nosso plano era comprar, aos poucos, o material, tijolo, telha e tudo que é preciso para construir uma casa de boa qualidade. Mas nunca conseguimos fazer isso, porque o dinheiro que a gente ganha nunca dá. Agora, graças ao trabalho do deputado Hildo Rocha, com o apoio do ex-prefeito Osvaldo e da vereadora Jenille, nós vamos ganhar a casa com que a gente tanto sonhava”, comemorou Dinailde.

Os depoimentos são reveladores porque mostram que, para quem vive naquela realidade, uma casa popular não é uma estatística. É o lugar onde os filhos vão dormir com mais segurança, onde a chuva não representa uma ameaça e onde a família pode finalmente começar a pensar no futuro.

11 agosto, 2026

PSB expulsa prefeito de Campestre do Maranhão após ameaça de demitir servidores que não votarem em Flávio Bolsonaro


Por John Cutrim

A Executiva Estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu expulsar dos quadros da legenda o prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Oliveira da Silva, conhecido como Fernando Bermuda, após as declarações e manifestações políticas atribuídas ao gestor durante o processo eleitoral de 2026. Isso por que o prefeito teria ameaçado demitir funcionários municipais que não apoiarem Flávio Bolsonaro (PL) na votação em outubro.

A decisão consta na Resolução nº 008/2026, assinada pela direção estadual do PSB. O documento foi aprovado em reunião extraordinária realizada no último sábado (8) e registra que a deliberação ocorreu por unanimidade entre os membros presentes.

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Segundo a resolução, Fernando Bermuda cometeu “grave infidelidade partidária” ao atuar politicamente em favor de candidatos de outras agremiações, contrariando as orientações das instâncias dirigentes do PSB. O partido afirma que as manifestações do prefeito não se limitaram a uma preferência eleitoral individual, mas representaram uma atuação organizada em benefício de candidaturas de outros partidos.

A medida ocorre após a divulgação de mensagens atribuídas ao prefeito nas quais ele teria ameaçado servidores municipais que não apoiassem candidatos de sua preferência. Entre as declarações divulgadas está a afirmação de que quem votasse no presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia perder o emprego após a eleição.

O caso ganhou repercussão nacional após reportagem revelar mensagens encaminhadas por Fernando Bermuda em grupos e canais de transmissão. Também circulou uma música produzida com inteligência artificial associando a permanência de servidores nos cargos ao apoio político ao candidato Flávio Bolsonaro.

Para o prefeito de Campestre do Maranhão, as mensagens que têm circulado em grupos da cidade são uma explicação do seu “ponto de vista sobre a política” e de como o município pode ser afetado com a manutenção do atual governo federal.

Campestre do Maranhão recebeu mais de R$ 185 milhões em recursos federais entre janeiro de 2023 e julho de 2026. Mesmo assim, Bermuda disse enfrentar problemas de ordem orçamentária em sua administração, que podem continuar caso Lula seja eleito para um quarto mandato.

Por isso, o prefeito prevê cortes no governo local em caso de derrota dos políticos que recebem seu apoio — que devem atingir, primeiramente, simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

PSB aponta afronta à direção nacional

Na resolução, o PSB destaca que a gravidade da conduta seria ampliada pelo fato de Fernando Bermuda exercer um mandato majoritário conquistado pela legenda. Para o partido, o cargo impõe ao prefeito um dever ainda maior de fidelidade às decisões e orientações partidárias.

A direção estadual também afirma que a atuação do prefeito contrariou a estratégia política nacional do PSB para as eleições de 2026, incluindo o apoio da legenda à candidatura de Geraldo Alckmin à Vice-Presidência da República.

O documento cita ainda dispositivos do Estatuto do PSB que estabelecem como dever dos filiados apoiar os candidatos indicados pelas instâncias partidárias, cumprir as decisões da legenda e observar a disciplina interna.

Expulsão e cancelamento da filiação

No artigo 1º da resolução, o PSB formaliza a expulsão de Fernando Bermuda com fundamento no artigo 9º, alínea “g”, do Estatuto Partidário. A decisão determina também o cancelamento da filiação partidária do prefeito.

Entre os fatores considerados para a aplicação da punição estão a condição de prefeito eleito pelo PSB, a atuação em favor de candidaturas de outras siglas, a afronta às orientações da direção estadual e nacional, a repercussão pública das declarações e o impacto sobre a estratégia eleitoral nacional da legenda.

A resolução também menciona que as condutas atribuídas ao prefeito apresentam, em tese, características de possíveis ilícitos eleitorais, incluindo abuso do poder político. O próprio documento ressalta, porém, que eventual apuração e julgamento desses fatos cabem à Justiça Eleitoral.

Com a decisão, a Executiva Estadual determinou que a expulsão seja comunicada à Direção Nacional, à Executiva Nacional e aos demais órgãos partidários para as providências administrativas e estatutárias cabíveis.

A resolução tem validade a partir de sua aprovação, em 8 de agosto de 2026.

Irmãs condenadas por homicídio em Matinha são presas em Rosário

Kelrry Mouzinho, de 25 anos, foi morta a golpes de faca em Matinha (MA) — Foto: Arquivo pessoal/Reprodução


A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, na manhã desta segunda-feira (10), em Rosário, duas irmãs condenadas pelo assassinato de uma mulher, ocorrido em 2019, no município de Matinha.

As prisões foram determinadas pela Justiça para o cumprimento das penas impostas às duas mulheres.

Segundo as investigações, as irmãs participaram do assassinato de uma mulher em 2019, em Matinha. A vítima foi morta a golpes de faca.

As duas foram julgadas pelo Tribunal do Júri e condenadas por homicídio. Uma recebeu pena de 16 anos de reclusão, e a outra, de 18 anos e oito meses.

Após as prisões, as mulheres foram encaminhadas para os procedimentos legais e ficaram à disposição da Justiça para o cumprimento das penas.

Lula quer ex-auxiliar de Dino fora da disputa pelo governo do DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escalou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para tentar resolver o impasse entre partidos de esquerda na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Segundo a CNN Brasil, Alckmin conversou com Ricardo Cappelli (PSB) a pedido do presidente, em uma articulação interpretada como tentativa de retirar o socialista da corrida eleitoral.

O socialista foi auxiliar de Flávio Dino, hoje ministro do STF, no Governo do Maranhão, e secretário-executivo do magistrado quando da sua passagem pelo Ministério da Justiça.

O PT lançou Leandro Grass como candidato ao Palácio do Buriti, em uma chapa com o PSOL. As candidaturas ao Senado são de Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT). Com a composição já definida, o PSB ficou sem espaço na aliança e oficializou Cappelli como candidato ao governo em convenção realizada no dia 3 de agosto.

De acordo com a CNN, Cappelli já havia sido procurado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva. Na conversa, ocorrida no sábado anterior à convenção, o dirigente petista tentou convencê-lo a desistir da disputa, mas a proposta foi rejeitada.

Cappelli teria afirmado a interlocutores que Lula nunca o procurou pessoalmente para discutir a retirada da candidatura. Durante a convenção do PSB, o presidente chegou a manifestar interesse em conversar diretamente com o candidato, mas o diálogo não ocorreu.

Ainda conforme a apuração, Cappelli enviou uma mensagem a Lula defendendo a manutenção de sua candidatura. No relato encaminhado a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente, o candidato sustentou que uma composição de unidade deveria incluir todos os partidos de esquerda.

Cappelli também defendeu que a definição do nome para liderar a chapa seja feita a partir da capacidade de cada candidato de ampliar eleitoralmente o campo governista. O PSB afirma há meses que pretende disputar o Governo do Distrito Federal com candidatura própria.

Via Gilberto Léda

Hildo Rocha deixa mandato na Câmara dos Deputados apresentando balanço de resultados e mira retorno ao legislativo federal

Hildo Rocha (MDB) encerra sua passagem na Câmara dos Deputados apresentando um balanço que, em sua avaliação, demonstra que o tempo de mandato não é sinônimo de tamanho da atuação.

Foram só dois anos e dois meses no exercício do mandato, período marcado pela aprovação de propostas legislativas de sua autoria e de outros parlamentares que ele ajudou a aprovar e pela destinação de recursos para municípios e para o Governo do Maranhão, por meio de emendas ao Orçamento da União.

Transparência e resultados

Ao fazer a prestação de contas, Hildo Rocha procurou estabelecer também uma diferença entre sua forma de atuação e práticas políticas que critica. Segundo ele, os recursos destinados ao Maranhão foram viabilizados sem cobrança de propina e sem indicação de empresas responsáveis pela execução de obras ou serviços.


“Fiz emendas ao Orçamento da União para levar recursos para vários municípios e para o Governo do Maranhão, sem pedir propina e nem indicar construtoras ou prestadoras de serviços, como muitos fazem. Alguns até me chamam de abestado por agir dessa forma, dizendo que o eleitor vota por interesse individual, que tem de ter dinheiro para realizar essas ações individuais, mas prefiro, ainda, fazer a boa política, que é a política com zero por cento de corrupção”.

Experiência administrativa como principal credencial

Hildo Rocha e o ex-ministro das Cidades, Jader Filho: mesmo após deixar a Secretaria-Executiva do Ministério, o parlamentar manteve interlocução com a pasta e continuou trabalhando pela conclusão de projetos habitacionais que ajudou a estruturar e deixar encaminhados durante sua gestão.

Hildo Rocha também recorreu à própria trajetória para sustentar sua pretensão de voltar ao Congresso Nacional. Antes de reassumir o mandato de deputado, em junho de 2024, ele trabalhou no Ministério das Cidades, entre janeiro de 2023 e maio de 2024, tendo ocupado o cargo de secretário executivo.

No cargo de secretário executivo ele teve atuação fundamental na retomada do programa Minha Casa Minha Vida e na implantação do PAC das Cidades. O balanço apresentado pelo parlamentar inclui mais de 40 mil novas moradias destinadas aos maranhenses, R$ 1,4 bilhão para obras de abastecimento de água e recursos para pavimentação e drenagem em municípios do estado, incluindo São Luís.

Hildo Rocha e o atual ministro das Cidades, Vladimir Lima: a saída do Ministério não interrompeu a atuação do parlamentar em defesa dos projetos habitacionais que ajudou a viabilizar. Desde então, Rocha tem mantido diálogo com a pasta e buscado garantir a continuidade e a conclusão das iniciativas deixadas em andamento.

O argumento político é claro: Hildo Rocha apresenta sua passagem pelo Executivo federal como uma extensão de sua atuação parlamentar — menos centrada em polarizações e mais associada à capacidade de levar benefícios para a população maranhense.

“Ficha limpa” como ativo político

Outro ponto central do pronunciamento foi a defesa de seu histórico de gestão pública.

Hildo Rocha afirmou que as contas de sua gestão no Ministério das Cidades foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União e destacou ter acumulado 19 anos como ordenador de despesas públicas sem rejeição de contas.

Atuação nas comissões: Hildo Rocha teve participação de destaque nos colegiados da Câmara dos Deputados, onde exerceu funções de liderança e presidiu comissões responsáveis por discutir temas estratégicos para o país, como infraestrutura, transportes, saneamento, segurança pública e reforma tributária. À frente desses espaços, conduziu debates, audiências públicas e a análise de propostas de impacto nacional.

A trajetória citada pelo deputado inclui ainda dois mandatos como prefeito, duas passagens como secretário de Estado e o exercício da presidência da Câmara Municipal de Cantanhede.

“Sou ficha limpa, mesmo já tendo sido presidente de Câmara, duas vezes prefeito, duas vezes secretário de Estado e ordenador de despesas do Ministério das Cidades, acumulando 19 anos de ordenação de despesas públicas sem nenhuma rejeição de contas.”

Politicamente, o argumento funciona como uma espécie de cartão de visitas para uma nova disputa eleitoral: experiência, passagem pelos três níveis da administração pública brasileira e, segundo o próprio parlamentar, ausência de contas rejeitadas.

Uma nova candidatura no horizonte

Hildo Rocha voltou à Câmara dos Deputados em junho de 2024 na vaga da deputada Roseana Sarney, para trabalhar a reforma tributária representando o MDB. Mesmo tendo obtido 96 mil votos nas eleições de 2022, o que lhe colocou em 11º colocado de 18 deputados, ficou na suplência, faltando apenas dois mil votos para que o partido fizesse o segundo deputado da legenda.

Durante sua permanência na Câmara, foi um dos sete deputados que compuseram o grupo de trabalho que apreciou e melhorou o projeto de lei complementar do executivo federal que regulamentou a reforma tributária da base do consumo. Também participou da comissão especial que reformou a legislação do Imposto de renda.

Com o retorno de Roseana Sarney ao mandato, após concluir seu tratamento de saúde, Hildo Rocha voltou à condição de suplente. Mas o encerramento do mandato não parece significar o encerramento do projeto político.

Ao afirmar que está “pronto” para representar novamente os maranhenses no Congresso Nacional, o deputado transforma o balanço de sua atuação em uma mensagem clara de que pretende voltar a Brasília e continuar a trajetória política que construiu ao longo dos últimos anos. “Estou pronto e quero representar você no Congresso Nacional.”

Mais do que uma despedida, o pronunciamento tem características de apresentação de credenciais. Hildo Rocha enumera resultados, relembra sua experiência administrativa, destaca a sua responsabilidade com o dinheiro público e, sobretudo, sinaliza que pretende continuar na disputa por espaço político no Maranhão.

A mensagem final é direta: o mandato terminou, mas o projeto político continua.

10 agosto, 2026

Juiz de Balsas é afastado por instalar câmeras em lâmpadas no gabinete e refeitório


O juiz do Trabalho Rui Oliveira de Castro Vieira foi afastado das funções sob suspeita de haver instalado em seu gabinete, na sala de audiências e corredores do fórum um sofisticado sistema de câmeras de vídeo e equipamentos de captação de áudio. A ordem que tirou Castro Vieira da atividade, em caráter liminar, foi dada no âmbito de uma reclamação disciplinar pelo ministro Vieira de Mello Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.

O magistrado atua na Vara do Trabalho de Balsas, município com cerca de 100 mil habitantes situado no extremo sul do Maranhão, a 800 quilômetros da capital São Luís. O procedimento que investiga Castro Vieira tem origem em correição ordinária no fórum quando foi identificada a instalação irregular e não autorizada dos dispositivos eletrônicos.

A informação sobre o afastamento do juiz foi divulgada pelo advogado Alex Ferreira Borralho, que mantém o site Direito e Ordem, e confirmada pelo Estadão. Segundo o relatório da equipe de segurança institucional do TST, os equipamentos encontravam-se instalados em ambientes sensíveis e de intensa circulação de pessoas – secretaria, sala de audiências, gabinete do juiz, sala de espera e refeitório – e possuíam captação de imagens em 360º, gravação de áudio e transmissão remota, via internet, para receptor externo.

Questionado, Castro Vieira confirmou ter adquirido e instalado, há alguns anos, sete dispositivos nas dependências da Vara, alegando que a medida visava o monitoramento da unidade, de forma a garantir a sua segurança, dos servidores e dos próprios jurisdicionados. Ele sustentou, ainda, que a existência do aparato era “pública e facilmente identificável”.

Lahesio define suplentes e amplia presença política da chapa ao Senado

O candidato ao Senado pelo Novo, Lahesio Bonfim, confirmou no sábado (8) os dois nomes que irão compor sua chapa como suplentes na disputa por uma vaga na Câmara Alta.

O empresário e produtor rural Maurício Rizzi, de Chapadinha, será o primeiro suplente. Ligado ao agronegócio e à produção de grãos, Rizzi passa a integrar oficialmente a composição liderada por Lahesio.

A segunda suplência ficará com Franciscano Soares, agropecuarista e liderança política e empresarial da Região Tocantina. O nome reforça a presença da chapa em uma das principais regiões eleitorais do Maranhão.

Franciscano ganhou projeção política em 2024, quando se filiou ao PL e anunciou pré-candidatura à Prefeitura de Imperatriz. Ele desistiu da disputa antes da convenção partidária, justificando que a decisão tinha como objetivo evitar a divisão dos votos do campo da direita.

Naquele pleito, o PL optou por apoiar Mariana Carvalho, do Republicanos, que avançou para o segundo turno da eleição municipal.

Ao lado de Fufuca, Lahesio é candidato a senador na chapa do candidato a governador Eduardo Braide.

Hildo Rocha defende mudança no Código Penal para impedir que fugitivos se beneficiem da prescrição

Hildo Rocha trabalhou para que fosse aprovado na Câmara dos Deputados o projeto que suspende a contagem do prazo prescricional enquanto o condenado permanecer foragido; proposta foi aprovada pela Câmara, agora a proposta se encontra no Senado Federal.

As ações do Hildo Rocha ocorreram durante a votação do Projeto de Lei 5.500/2019, de autoria do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), que altera o art. 113 do Código Penal. A proposta foi relatada pelo deputado Alberto Fraga (PL-DF).

Prescrição executória

A mudança atinge a chamada prescrição executória, que corresponde ao prazo dentro do qual o Estado pode efetivamente executar uma pena depois de uma condenação definitiva. Pelas regras atuais, quando o condenado foge da prisão ou tem o livramento condicional revogado, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena.


O projeto aprovado modifica essa lógica. Pela nova regra proposta, a contagem da prescrição fica suspensa enquanto o condenado estiver foragido, até sua captura ou reapresentação para cumprir o período restante da pena.

Na prática, a alteração procura impedir que a fuga se transforme em uma espécie de corrida contra o relógio. Atualmente, o tempo continua sendo contado mesmo enquanto o condenado permanece fora do alcance da Justiça. Se o prazo prescricional for atingido, o Estado pode perder o direito de executar a pena.

Para que os colegas deputados compreendessem melhor a mudança, Hildo Rocha apresentou um caso: Uma pessoa condenada a nove anos de prisão que tenha cumprido quatro anos e fugido teria, pela regra atual, a prescrição calculada com base nos cinco anos restantes. Com a proposta aprovada pela Câmara, o prazo fica suspenso durante a fuga e só volta a ser considerado quando houver captura ou reapresentação do condenado.

Aprimoramento

Para enfrentar essa distorção que Hildo Rocha destacou em seu pronunciamento. “Nós estamos, nesta sessão, transformando, mudando uma legislação, o Código Penal, mas estamos mudando para melhor”, afirmou.

O deputado maranhense parabenizou Kim Kataguiri, autor da proposta, e Alberto Fraga, responsável pelo relatório aprovado pela Câmara. Para Hildo, o atual art. 113 permite que condenados que fogem do sistema prisional continuem se beneficiando da contagem do prazo prescricional.

Em seu discurso, o parlamentar argumentou que o condenado que foge deixa de ter direito ao livramento condicional, mas, pelas regras atuais, continua sujeito à contagem do prazo que pode levar à prescrição. Na avaliação de Hildo, trata-se de uma distorção que precisa ser corrigida pelo Legislativo.

A alteração não aumenta a pena estabelecida pela Justiça, nem cria uma nova punição. Ela muda a relação entre fuga e prescrição, impedindo que o período em que o condenado permanece foragido continue produzindo efeitos em seu benefício.

Para Hildo Rocha, o debate sobre o tema também exemplifica uma das funções fundamentais do Parlamento: aperfeiçoar as leis quando sua aplicação produz resultados incompatíveis com aquilo que se pretende alcançar.

“Eu acho que aqui nós estamos fazendo uma das funções do legislador, do Parlamentar, que é modificar normas, criar novas regras, novas normas, novas leis”, afirmou.

A declaração é significativa porque desloca o debate de uma simples alteração legislativa para uma discussão mais ampla sobre a responsabilidade do Congresso. Não basta criar normas; é preciso identificar falhas, corrigir distorções e acompanhar os efeitos práticos da legislação.

Nesse caso, o objetivo da mudança é evitar uma situação que, para os defensores do projeto, soa contraditória: um condenado fugir justamente para escapar da prisão e, enquanto permanece escondido, continuar contando com o tempo necessário para que a própria pena deixe de ser executada.

A proposta aprovada pela Câmara procura fechar essa possibilidade. Se for aprovada também pelo Senado e transformada em lei, o relógio da prescrição ficará parado enquanto o condenado estiver foragido, retomando sua marcha quando ele for capturado ou se reapresentar para cumprir a pena.

08 agosto, 2026

PF encontra foto de deputados e senadores em piscina com advogado investigado por fraudes no INSS

lira

- Willer Tomaz no centro da imagem, com o punho em riste. Atrás dele está Elmar Nascimento, ao lado de Juscelino Filho, que usa um cordão. Sentado na beirada, com a mão levantada, está Weverton Rocha. À frente, vê-se o foragido Alexandre Ramagem. Ao fundo, de pé, aparecem Arthur Lira e Paulo Azi. (Foto: Reprodução/Revista Piauí)

Uma fotografia encontrada pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA) mostra uma confraternização com políticos e o advogado Willer Tomaz, investigado na Operação Sem Desconto. A imagem foi localizada durante a nova etapa da apuração sobre lavagem de dinheiro relacionada às fraudes nos descontos de aposentadorias e pensões do INSS.

Segundo a revista Piauí, que obteve o registro, aparecem na foto Arthur Lira (PP), Alexandre Ramagem (PL), Juscelino Filho, Paulo Azi (União Brasil), Angelo Coronel, Diego Coronel, Angelo Coronel Filho e Marcinho Oliveira, além de Weverton e Willer Tomaz.

O encontro ocorreu em 23 de abril de 2023 no Rancho Tomaz, propriedade do advogado em Planaltina, no Distrito Federal.

Weverton Rocha está entre os alvos da Operação Sem Desconto. A nova fase foi deflagrada na terça-feira (4), com 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A PF investiga uma possível ligação entre o senador e Willer Tomaz por meio de empresas, sociedades patrimoniais e postos de combustíveis. A suspeita é de que essa estrutura tenha sido usada para movimentar e ocultar recursos relacionados ao esquema investigado no INSS.

Segundo os investigadores, contas de postos teriam financiado compras de fazendas, terrenos e máquinas agrícolas e realizado transferências para empresas que disponibilizariam recursos ao senador.

Uma filha de Weverton também aparece na apuração por supostamente participar da gestão financeira dos estabelecimentos. Familiares do parlamentar e Willer Tomaz foram alvo das medidas judiciais.

A presença dos políticos na fotografia, porém, não significa participação no suposto esquema. Até o momento, as informações apresentadas não indicam que os demais nomes retratados sejam investigados na Operação Sem Desconto.

Via Revista Forum

07 agosto, 2026

Da articulação ao resultado: Hildo Rocha viabiliza modernização da iluminação pública em 30 municípios

Num ambiente político em que anúncios de grandes projetos raramente se materializam em benefícios efetivos para a população, o deputado federal Hildo Rocha (MDB) defende uma lógica diferente: “obra boa não é a que aparece, é a que resolve”.

Essa concepção de mandato ganhou forma com a articulação que viabilizou a assinatura do Termo de Cooperação Técnica dos Consórcios do Maranhão, destinada à modernização da iluminação pública em cerca de 30 municípios maranhenses. A iniciativa consolida uma atuação baseada menos na pirotecnia dos discursos e mais na entrega de resultados capazes de melhorar a vida da população.

Mandato municipalista

A assinatura do Termo de Cooperação Técnica representa mais um desdobramento da atuação municipalista de Hildo Rocha. A iniciativa permitirá a substituição da iluminação convencional por braços longos modernos das luminárias com lâmpadas de LED em 30 municípios maranhenses, por meio do fortalecimento dos consórcios públicos, instrumento que amplia a capacidade de investimento e de execução das administrações municipais.

Maio de 2026 | Brasília (DF) — Realizada na sede da ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A.), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a assinatura do Termo de Cooperação Técnica dos Consórcios do Maranhão marcou um importante avanço para a modernização da infraestrutura urbana em cerca de 30 municípios maranhenses. A iniciativa, articulada pelo deputado federal Hildo Rocha, viabilizará a implantação de novos sistemas de iluminação pública, beneficiando cidades como Peri Mirim e Pindaré Mirim.

Formalizado na Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, o acordo contempla cidades como Peri Mirim, Pindaré Mirim, Lago dos Rodrigues, Vitória do Mearim, entre outras tantas que serão beneficiadas pelo programa.

Impactos positivos na economia e na segurança pública

Mais do que uma modernização tecnológica, trata-se de uma intervenção urbana capaz de produzir impactos sociais, econômicos e de segurança pública.

No vídeo em que comenta a iniciativa, Hildo Rocha conduz a reflexão a partir de uma pergunta simples, mas carregada de significado: “Você já reparou que tem cidade que parece deixar de existir quando o sol se põe?”.

A provocação sintetiza uma realidade vivida em inúmeros municípios brasileiros, onde a precariedade da iluminação reduz a circulação de pessoas, enfraquece o comércio e amplia a sensação de insegurança.

Redução da criminalidade

Ao mencionar pesquisas internacionais que associam a melhoria da iluminação pública à redução dos índices de criminalidade, o parlamentar desloca o debate para além da infraestrutura.

A iluminação deixa de ser apenas um serviço urbano para assumir papel estratégico na ocupação dos espaços públicos, na prevenção da violência e no fortalecimento da convivência comunitária.

Essa visão se traduz na afirmação de que “uma lâmpada acesa é uma das políticas de segurança mais baratas que existem”, frase que resume uma concepção de gestão pública baseada em investimentos de alto impacto social e baixo custo relativo, especialmente para municípios que enfrentam limitações orçamentárias.

A força dos consórcios públicos

Participaram do evento o presidente do Conlagos, prefeito de Cantanhede, José Martinho; a vice-presidente do Conlagos, prefeita de Bacurituba, Letícia Barros; o prefeito de Pindaré Mirim, Alexandre Colares Bezerra; o vice-presidente do Consórcio CIM, prefeito de Bom Jesus das Selvas, Franklim Duarte; o diretor executivo do Conlagos, Augustus Gomes e o prefeito de Penalva, Luiz Henrique Guerra.Outro aspecto que merece destaque é o modelo adotado para viabilizar o projeto. A iniciativa evidencia o potencial dos consórcios públicos como instrumento de cooperação entre municípios, ampliando a capacidade administrativa das prefeituras, permitindo ganhos de escala e facilitando o acesso a investimentos que dificilmente seriam alcançados de forma isolada.

O fortalecimento desse modelo demonstra que a cooperação institucional pode produzir resultados mais eficientes do que ações fragmentadas, sobretudo em áreas que exigem planejamento regional e otimização dos recursos públicos.

Ação que transforma

Ao afirmar que “obra boa não é a que aparece, é a que resolve”, Hildo Rocha estabelece um contraponto à cultura política que frequentemente privilegia o espetáculo dos grandes anúncios em detrimento da efetividade das políticas públicas. A frase traduz uma compreensão de que o verdadeiro legado de um mandato está menos na visibilidade das ações e mais na capacidade de melhorar a vida das pessoas.

Os benefícios esperados vão além da economia proporcionada pela tecnologia LED. Ruas mais iluminadas significam mais segurança para trabalhadores que retornam para casa à noite, praças ocupadas por famílias, crianças brincando em espaços públicos, fortalecimento do comércio local e cidades que permanecem vivas depois do pôr do sol.

Num momento em que cresce a cobrança por eficiência na aplicação dos recursos públicos, iniciativas como essa reforçam a percepção de que a boa política não se mede pelo impacto de grandes anúncios, mas pela capacidade de transformar investimentos em benefícios concretos. Afinal, como resume o próprio Hildo Rocha, “obra boa não é a que aparece, é a que resolve”.