11 maio, 2026

MPMA define lista tríplice para escolha do novo procurador-geral de Justiça


Os três mais votados foram Danilo de Castro, Eduardo Nicolau e Carlos Henrique Vieira

Os demais candidatos tiveram a seguinte votação: Luiz Muniz Rocha Filho, 110 votos; Marco Aurélio Ramos Fonseca, 74, e Wlademir Soares de Oliveira, 31.

Do total de 311 membros do MPMA, participaram do processo eleitoral 307 eleitores, que podiam votar em até três candidatos para compor a lista.

Logo após o pleito, a Comissão Eleitoral formada pelos procuradores de justiça Francisco das Chagas Barros de Sousa (presidente), Valdenir Cavalcanti Lima, Marco Antonio Anchieta Guerreiro (membros titulares) e Mariléa Campos dos Santos Costa (suplente) vai encaminhar a lista para o governador.

Carlos Brandão tem 15 dias para nomear o chefe do MPMA para o próximo biênio. Conforme a Constituição Federal, compete ao chefe do Executivo a escolha do procurador-geral de justiça, a partir da lista tríplice encaminhada pelo Ministério Público. (CCOM-MPMA)

Primeira Cruz celebra o Dia das Mães em evento com homenagens e discursos políticos

A cidade de Primeira Cruz realizou uma grande festa em comemoração ao Dia das Mães, organizada pelo vereador Dr. Hilton Cardoso, com apoio da presidente da Associação das Marisqueiras e Pescadores de Primeira Cruz, Dona Tereza, da ex-presidente da Agerp, França do Macaquinho. O evento reuniu moradores, lideranças locais e autoridades, em um momento marcado por homenagens e discursos voltados ao papel da família e ao desenvolvimento do município.

Importância da data

Durante a programação, o deputado federal Hildo Rocha (MDB) destacou a importância da figura materna e da mulher na sociedade. Em sua fala, afirmou: “A mãe é fundamental na vida. Não existe vida sem mãe. Não existe, não se cria um menino ou uma menina sem ser gerado no útero de uma mulher. Não existe. Então, a mulher é fundamental para a existência da civilização.”

O parlamentar também comentou sua atuação política e a relação com o município: “Por isso que aqui estou e me colocando à disposição. Eu estou no terceiro mandato de deputado federal. Pela primeira vez, serei votado com apoio de uma liderança forte na cidade de Primeira Cruz.”

Apoio do grupo político liderado por Dr. Hilton Cardoso

Ao abordar a articulação política local, Hildo Rocha destacou o apoio de lideranças do município: “E serei votado aqui com o apoio desse grande representante de vocês, que é o nosso querido amigo Dr. Hilton, e boa parte do grupo que acompanha ele. E quero dizer a vocês, que o nosso trabalho é um trabalho de parceria. Eu não quero apenas chegar e levar os votos. Não, o que eu quero é trabalhar pelo município em parceria com o Dr. Hilton”.

Demandas da população

O deputado também falou sobre demandas locais, especialmente infraestrutura: “Mesmo sem Prefeitura, nós temos como ajudar a você, no seu mandato Hilton, a melhorando algumas estradas municipais daqui porque sei que esse é um dos grandes problemas de Primeira Cruz.”

Ainda durante o discurso, ele reforçou projetos futuros: “Nós vamos trazer outros benefícios para a população de Primeira Cruz nessa parceria com o Hilton e a dona Tereza. Será uma parceria duradoura.”

Hildo Rocha também fez uma reflexão sobre gestão pública e desenvolvimento municipal: “O que eu quero é ver o município de Primeira Cruz desenvolver. Crescer, prosperar e a população ter vida melhor, políticas públicas melhores. Mas, para isso, é necessário que o povo tenha pessoas que saibam lhe representar bem, seja no parlamento ou à frente da Prefeitura, pessoas que queiram mesmo trabalhar em favor do povo.”

Confiança

O parlamentar agradeceu ao Dr. Hilton Cardoso e destacou algumas qualidades do aliado político. “O Dr. Hilton Cardoso,por ser uma pessoa nascida aqui, como conhece muito a realidade de Primeira Cruz E tenho certeza que ele, se um dia ele chegar lá na Prefeitura, ele não vai decepcionar ninguém.”

Encerrando sua fala, destacou valores pessoais e familiares do aliado político: “E ele, por ser um filho que respeita a sua mãe, e por ser um homem devoto a Deus, eu tenho certeza que ele já mostrou a sua competência, ele já mostrou o seu amor e o seu carinho ao povo. É por isso que ele hoje é um vereador respeitado pela população de Primeira Cruz.”

O vereador Dr. Hilton Cardoso, organizador do evento, também fez uso da palavra e ressaltou a união das lideranças locais na realização da homenagem.

“Estamos aqui nessa parceria, Hildo Rocha, França do Macaquinho, o Hilton, a entidade, vocês e Orléans Brandão. E que Deus continue a nos abençoar e agradeço demais a ele por permitir que nesta sexta-feira esteja junto com vocês participando desse momento em que nós estamos homenageando as mães de Primeira Cruz. Muito obrigado!”, afirmou.

A celebração reuniu mães de diversas comunidade e marcou as celebrações alusivas à data, do município, reforçando o caráter festivo e de reconhecimento às mães e famílias de Primeira Cruz.

Homem mata irmão a golpes de machado após briga por poda de árvore no interior do Maranhão

Um idoso de 67 anos morreu após uma briga com o irmão, na manhã da última quinta-feira (7), na zona rural de Buriti, a 325 km de São Luís, Maranhão. Manoel Alves de Sousa foi atingido por golpes de machado durante uma discussão motivada pela poda de uma árvore em um terreno. 

A vítima faleceu no local da ocorrência. Segundo a Polícia Civil, o suspeito do crime é Antônio Alves de Sousa, de 58 anos. O homem também sofreu ferimentos graves por golpes de facão durante o embate.

O envolvido foi inicialmente encaminhado ao Hospital Municipal de Buriti. Devido à gravidade do quadro, o paciente precisou de transferência para uma unidade de alta complexidade no município de Caxias.

Os dois irmãos eram vizinhos e, conforme registros policiais, possuíam desavenças antigas. Em depoimento à Polícia Militar, o agressor alegou que o familiar iniciou o ataque.

O investigado afirmou que reagiu à investida utilizando o machado que já manuseava para o corte da planta. A Polícia Civil analisa agora se o homicídio pode ser enquadrado como legítima defesa. 

Via G1MA

10 maio, 2026

Justiça nega prisão domiciliar para empresária acusada de agredir doméstica

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) negou pedido de prisão domiciliar e manteve a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, investigada por agredir uma empregada doméstica grávida de seis meses no município de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

Carolina foi presa na última quinta-feira (7), em Teresina, no Piauí, e já foi transferida para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), em São Luís.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA). Segundo o delegado Walter Wanderley, titular da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagi, a Justiça também decidiu manter a prisão preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como participante das agressões e suspeito de ajudar na tortura da vítima.

A defesa da empresária tentou converter a prisão preventiva em domiciliar, mas o pedido foi negado pelo TJMA.

Durante depoimento à Polícia Civil, Carolina permaneceu em silêncio sobre as acusações. De acordo com a advogada Nathaly Moraes, a investigada respondeu apenas aos questionamentos referentes à sua qualificação pessoal.

As agressões ocorreram no dia 17 de abril, após Carolina acusar a empregada doméstica Samara Regina, de 19 anos, de ter furtado uma joia. Conforme as investigações, a vítima foi obrigada a ficar de joelhos enquanto sofria agressões físicas.

Em áudios enviados a amigos por aplicativo de mensagens, a empresária teria relatado detalhes das agressões. Segundo a Polícia Civil, o policial militar Michael Bruno Lopes Santos estava armado no momento do crime e teria segurado a vítima enquanto Carolina praticava as agressões.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de antecedentes criminais da empresária. Carolina Sthela já foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, em 2024, pelo crime de calúnia contra uma ex-funcionária.

Na ocasião, ela acusou uma babá de ter roubado uma pulseira de ouro pertencente ao seu filho. A Justiça entendeu que não havia provas da acusação e considerou que o crime ficou configurado após o envio de mensagens de áudio com as ofensas.

A empresária foi condenada a seis meses de detenção, pena posteriormente convertida em prestação de serviços à comunidade, além do pagamento de R$ 4 mil por danos morais.

Carolina também possui condenação relacionada a fraude e furto contra a própria irmã, em um caso que teria causado prejuízo superior a R$ 20 mil envolvendo uma escola de natação.

08 maio, 2026

Marco Legal de terras raras e minerais críticos foi aprovado com apoio de Hildo Rocha

Hildo Rocha (MDB) trabalhou pela aprovação do projeto de lei, na Câmara dos Deputados, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), iniciativa que busca fortalecer a cadeia produtiva brasileira de minerais considerados essenciais para a indústria de alta tecnologia.

O interesse do parlamentar maranhense no projeto de lei é porque o Brasil detém a segunda maior reserva de minerais críticos e estratégicos e também de terras raras. O Maranhão tem grandes jazidas de terras raras, urânio, níquel, fósforo, além de outros minerais. A proposta estabelece incentivos governamentais para projetos de processamento e transformação realizados no país e segue agora para análise do Senado Federal.

De autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros, o Projeto de Lei 2780/24 foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

Os chamados minerais críticos e estratégicos são utilizados na fabricação de produtos como smartphones, baterias de carros elétricos, equipamentos eletrônicos, painéis solares e sistemas militares. O texto também prevê a criação de mecanismos de governança e estímulo à industrialização do setor mineral no Brasil.

Relevância econômica

Durante a votação da matéria, o deputado federal Hildo Rocha (MDB) destacou a relevância econômica e estratégica do projeto para o país e defendeu a necessidade de o Brasil avançar na regulamentação do setor.

Ao se pronunciar no plenário, o parlamentar elogiou o trabalho do relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim, destacou a importância da proposta porque ela cria o marco legal das terras raras, dos minerais críticos e estratégicos”.

Demanda internacional

Hildo Rocha ressaltou que esses minerais possuem alta demanda internacional e são fundamentais para a produção tecnológica global. “São minerais que hoje fazem os produtos de alta tecnologia, que têm demanda grande e quantidade menor do que a demanda presente e futura. Nós tínhamos que ter este marco legal”, declarou.

Desenvolvimento tecnológico nacional

O deputado também enfatizou a necessidade de o país agregar valor à produção mineral por meio da industrialização interna. Segundo ele, a exploração dos recursos naturais deve estar associada ao desenvolvimento tecnológico nacional e à geração de riqueza dentro do território brasileiro.

“Nós sabemos da importância do aproveitamento destes minerais, que eles sejam transformados no nosso país, que tenham agregação de valor no momento em que são industrializados”, afirmou.

Avanço importante

Apesar de reconhecer que o texto aprovado não contempla todas as demandas do setor, o parlamentar avaliou que a proposta representa um avanço possível dentro do cenário político atual. “Essa legislação é a legislação possível. Lógico que não é a ideal, mas é a que foi possível ser realizada”, disse.

Fortalecimento da soberania nacional

Hildo Rocha também defendeu que a nova política fortalece a soberania nacional e garante instrumentos de apoio ao setor mineral. “Nós vamos garantir a nossa soberania nacional, que é um dos princípios que está aqui nesta lei”, destacou o deputado, citando ainda a criação do Conselho Nacional de Terras Raras e minerais críticos e a previsão de criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com recursos estimados em R$ 2 bilhões.

Ao final do discurso, o parlamentar manifestou apoio à aprovação da proposta e pediu o voto favorável dos colegas deputados. “Sou a favor e peço o voto de todos os colegas deputados e deputadas para que a gente aprove este que é o marco legal das terras raras, minerais críticos e estratégicos do Brasil”, concluiu.

FPM: 1ª parcela de maio paga nesta sexta-feira (8), soma R$ 9,3 bilhões e cresce 8% em relação a 2025; saiba quanto Barra do Corda e os outros municípios receberam

Os municípios brasileiros recebem nesta sexta-feira (8) a primeira parcela de maio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ao todo, a União vai transferir cerca de R$ 9,3 bilhões às prefeituras, valor aproximadamente 8% maior do que o repassado no mesmo período do ano passado, quando o montante ficou em R$ 8,6 bilhões.

Tradicionalmente, os repasses do FPM são realizados nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Neste primeiro decêndio de maio, porém, o pagamento foi antecipado para o primeiro dia útil anterior porque o dia 10 cairá em um domingo.

Apesar das oscilações registradas ao longo dos últimos meses, os repasses FPM ainda apresentam desempenho considerado positivo para as prefeituras brasileiras. 

BARRA DO CORDA R$ 3.209.729,63

JENIPAPO DOS VIEIRAS R$ 1.375.599,79

FERNANDO FALCÃO R$ 917.066,53  

FPM

O Fundo de Participação dos Municípios é considerado uma das principais fontes de receita para cerca de 80% das cidades brasileiras. Previsto na Constituição Federal, o fundo é formado por 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O valor destinado a cada município varia conforme o número de habitantes e é atualizado anualmente com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Fonte: Brasil 61

07 maio, 2026

Audiência pública sobre piso dos profissionais farmacêuticos é presidida pelo deputado Hildo Rocha

Durante audiência pública realizada na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados (CFT), o deputado federal Hildo Rocha reforçou o discurso em defesa da valorização dos profissionais farmacêuticos e aproveitou o debate para fazer críticas ao que classificou como “excesso de oferta” de cursos superiores no Brasil, em diversas áreas. O parlamentar presidiu a sessão que discutiu impactos financeiros e estruturais relacionados à remuneração desses profissionais no serviço público.

Relatório

Ao destacar a importância das contribuições apresentadas durante a audiência, Hildo Rocha afirmou que o debate ampliou sua compreensão sobre o tema e servirá de base para a elaboração do relatório que deverá apresentar nas próximas semanas.

“Ouvimos representantes do governo federal, representantes dos municípios, através da CNM, representantes dos profissionais farmacêuticos, representantes dos proprietários de drogarias e farmácias, além de vários deputados e deputadas. Dados importantes foram apresentados nessa audiência pública para embasar o meu relatório”, declarou.

Desigualdade salarial

O deputado chamou atenção para a desigualdade salarial enfrentada pelos farmacêuticos em diferentes regiões do país e criticou a disparidade de remuneração entre profissionais com a mesma formação acadêmica.

“O que nós pudemos perceber é que existe uma discrepância muito grande do pagamento dos profissionais farmacêuticos. Alguns lugares pagam o valor X e outros pagam o valor Y. Não pode ter duas categorias de profissionais farmacêuticos. Não existe isso”, afirmou.

Hildo Rocha atribuiu parte da desvalorização salarial ao aumento expressivo da oferta de cursos universitários e ao crescimento do número de profissionais no mercado. Segundo ele, a expansão desenfreada das graduações tem provocado distorções no setor.

“É em função desse excesso de oferta de profissionais que o salário é menor”, disse o parlamentar, ao defender uma atuação mais rígida dos conselhos profissionais na fiscalização da abertura de cursos superiores.

O deputado também fez um paralelo entre a situação dos farmacêuticos e a realidade enfrentada atualmente pelos médicos. Para ele, a abertura excessiva de cursos de medicina pode provocar, em pouco tempo, uma queda significativa na remuneração de outras categorias da saúde, a exemplo dos médicos.

“Daqui a pouco vão ofertar salário de 4 ou 3 mil reais para o médico trabalhar 20 horas, porque já tem muita faculdade, já tem muita oferta de formação da mão de obra e menos demanda”, alertou.

Ao relembrar sua experiência como prefeito do município de Cantanhede, Hildo Rocha afirmou que, há duas décadas, a escassez de farmacêuticos obrigava as prefeituras a oferecer salários elevados para atrair profissionais.

“Quando fui prefeito na cidade de Cantanhede, era muito difícil conseguir um bioquímico e um farmacêutico. Eu confesso que pagava até o mesmo que ganhava um médico”, relatou.

Apesar de reconhecer o impacto financeiro que um possível reajuste salarial poderá causar aos pequenos municípios, o deputado defendeu a busca de alternativas de financiamento para evitar sobrecarga nas prefeituras.

“Há impacto orçamentário nesses pequenos municípios, há sim, mas nós vamos buscar uma fonte de financiamento para que os municípios não arquem mais uma vez com o serviço que ele é obrigado a ofertar e que o Sistema Único de Saúde não lhe repassa da forma correta”, destacou.

A fala do parlamentar reforça uma agenda política voltada ao debate sobre financiamento da saúde pública, valorização profissional e sustentabilidade fiscal dos municípios — temas que vêm ganhando espaço no Congresso Nacional diante das frequentes reclamações de prefeitos sobre o aumento das obrigações sem a correspondente ampliação dos repasses federais.

Ao encerrar a audiência, Hildo Rocha afirmou que pretende concluir o relatório “de forma consciente e com responsabilidade” dentro de aproximadamente 15 dias, sinalizando que o documento deverá buscar equilíbrio entre a valorização dos profissionais farmacêuticos e a capacidade financeira das administrações municipais.

Mulher que agrediu e ameaçou trabalhadora doméstica é presa após fugir do Maranhão

           A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos - Reprodução/TV Globo

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa na madrugada desta quinta-feira (7) em Teresina, no Piauí. Ela tentava fugir quando agentes da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) do Maranhão a detiveram. 

A Justiça havia decretado a prisão preventiva da suspeita por agredir e torturar uma trabalhadora doméstica de 19 anos,  grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís.

A vítima, negra, registrou boletim de ocorrência na 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Ela contou que Carolina a acusou de roubar um anel. A partir daí, a patroa lhe deu puxões de cabelo, socos e murros. A jovem foi derrubada no chão e tentou proteger a barriga durante os ataques. 

A empresária vasculhou a casa por horas à procura da jóia. O anel estava dentro de um cesto de roupas sujas. Mesmo depois de encontrar o objeto, Carolina não parou as agressões. 

Segundo a vítima, a ex-patroa ainda a ameaçou de morte. Disse que a mataria se ela contasse à polícia.

Em áudio divulgado pela própria empresária e obtido pelas autoridades, Carolina Sthela admite ter dado socos, tapas e coronhadas na vítima. A trabalhadora é negra e está no sexto mês de gestação. A agressora narra que seu colega colocou uma arma dentro da boca da funcionária, enquanto ela ficava de joelhos.

“Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mãe está aqui inchada […] Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice era eu e ele fazendo”, declarou Carolina no áudio.

Polícia ignorou a ocorrência

A Polícia Civil informou que a ocorrência foi inicialmente atendida por quatro policiais militares. A ocorrência, no entanto, foi atendida por um policial amigo da empresária, segundo a vítima. Ele não conduziu Carolina à delegacia. A trabalhadora, mesmo com hematomas, também não foi levada ao hospital.

A Polícia Militar instaurou uma sindicância e afastou os quatro envolvidos de suas funções.

Na quarta-feira (6), equipes da Polícia Civil foram à casa da empresária para intimá-la a depor. Carolina não foi encontrada. No local, havia apenas uma funcionária chamada às pressas para assumir o serviço. Com a decretação da prisão preventiva, a polícia localizou a suspeita no Piauí, onde tentava fugir. APJ

Casal que espancou doméstica grávida é alvo de processo e denúncias por “furto” e suposto golpe do ‘limpa nome’

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o companheiro Yuri Silva do Nascimento, investigados por suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida na Grande São Luís, também respondem a processo criminal por furto e são alvo de denúncias relacionadas a supostos golpes envolvendo promessas de “limpar nome”.

Foto montagem O INFORMANTE

Conforme apurou O INFORMANTE, constam em documentos do Tribunal de Justiça do Maranhão, o caso de furto que tramitou na 3ª Vara Criminal de São Luís e já teve trânsito em julgado, com posterior arquivamento após o encaminhamento para a fase de execução penal. Nos autos, os dois aparecem como réus e há registro de condenação com penas superiores a seis anos de reclusão.

Paralelamente, surgiram relatos de consumidores que afirmam ter contratado serviços oferecidos por uma empresa ligada ao casal, a Maximus Empreendimentos Ltda. Segundo as denúncias, clientes pagavam por supostas ações judiciais que retirariam restrições em órgãos de crédito, como SPC e Serasa. No entanto, após algum tempo, as dívidas voltariam a constar normalmente, sem devolução dos valores pagos.

Ainda conforme os denunciantes, ao buscarem explicações ou reembolso, recebiam a informação de que o serviço havia sido prestado, sem direito à restituição. Perfis atribuídos aos envolvidos e à empresa nas redes sociais aparecem atualmente desativados.

Dados da empresa do casal

O nome de Carolina está no centro de uma investigação da Polícia Civil do Maranhão por suspeita de torturar uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses. Áudios anexados ao inquérito indicam relatos de agressões físicas, ameaças e humilhações dentro da residência, com a presença do companheiro durante os fatos.

Esse caso ganhou grande repercussão no país nas últimas horas inclusive vários sites nacionais noticiaram as agressões e acompanham os desdobramentos.

Pelas redes sociais, o governador do Maranhão, Carlos Brandão informou que o caso que está sob investigação e que acompanha todos os trâmites. “Vamos garantir toda a assistência necessária e apurar, com rigor, os fatos. Inclusive, nossa equipe de governo já entrou em contato com a vítima para prestar todo o apoio. Esse é um caso grave, que não pode ficar impune. Em breve, trarei novas informações“, afirmou Brandão.

Foto Reprodução Redes Sociais


Via O Informante

Lei antibullying não está sendo aplicada alerta Hildo Rocha

Após a tragédia ocorrida no último dia 5 deste mês, na cidade de Rio Branco, estado do Acre, em que duas servidoras públicas municipais foram assassinadas a tiros por um jovem de 13 anos de idade na escola em que trabalhavam o deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) chamou a atenção para a falta de aplicação efetiva da Lei 14.811, conhecida como Lei antibullying.

Segundo o parlamentar, o episódio reforça a preocupação crescente da sociedade com a violência nas unidades de ensino. “Mais uma vez, a população está assustada com o crime dentro da escola, com a violência dentro das escolas”, afirmou.

Hildo Rocha relatou que o adolescente entrou armado na escola, atirou contra várias pessoas e matou duas servidoras que tentaram contê-lo. Para o deputado, o caso demonstra como o bullying pode desencadear tragédias.

“E o motivo de toda essa violência é porque ele sofria bullying. Um jovem, um adolescente de 13 anos, por se sentir ofendido por ser vítima de bullying, destruiu a vida de várias famílias”, declarou.

Aplicação efetiva da Lei 14.811/2024

O parlamentar destacou que o Congresso Nacional aprovou legislação específica para combater esse tipo de violência, mas criticou a falta de implementação das medidas previstas.

Cobrança aos municípios, Ministério Público e comunidade escolar

Hildo Rocha também fez cobranças diretas aos gestores públicos, às escolas e ao Ministério Público, defendendo ações preventivas permanentes.

“As escolas têm que fazer o trabalho interno, têm que evitar bullying, porque o bullying pode desencadear esse tipo de violência”, disse.

Ao mencionar o caso ocorrido no Acre, o deputado afirmou que houve falhas no cumprimento da legislação. “Lá no Rio Branco, a lei não está sendo aplicada. O prefeito tem que prestar atenção. A comunidade escolar também”, declarou.

O deputado lembrou ainda que a norma foi sancionada em 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estabelece a obrigação de políticas preventivas no ambiente escolar.

“É importante que todos os prefeitos, todos os diretores de escola saibam que existe uma lei que obriga que as escolas tenham um trabalho preventivo de antibullying”, enfatizou.

Ao encerrar o pronunciamento, Hildo Rocha defendeu capacitação dos profissionais da educação para lidar com conflitos e prevenir novos episódios de violência.

“É necessário treinar os profissionais que trabalham nas escolas, a lei determina que isso seja feito”, argumentou Hildo Rocha.